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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012, 21h:56

NOVA CANAÃ DO NORTE

PJC indicia 3 por morte de prefeito

O democrata Antônio Luiz de Castro foi assassinado com sete disparos em agosto do ano passado. Eles já estão presos em Mato Grosso e no Ceará

RENATA NEVES
Da Reportagem
A Polícia Judiciária Civil (PJC) indiciou e pediu a prisão preventiva de três pessoas acusadas de serem autoras e coautoras do assassinato do prefeito de Nova Canaã do Norte (distante 699 quilômetros ao norte de Cuiabá), Antônio Luiz César de Castro (DEM), o “Luizão”. Ele foi morto a tiros em agosto do ano passado quando participava de uma festa em um clube do município. Wanderlei Teixeira de Almeida, seu irmão, Edson Teixeira de Almeida e Vanildo dos Santos foram indiciados por homicídio qualificado. Wanderlei foi preso em Diadema (SP), no dia 30 de abril e está no presídio Ferrugem, em Sinop. Vanildo está recolhido na Cadeia Pública de Alta Floresta e Edson está detido em Fortaleza (CE), por envolvimento ao assalto ao Banco Central, ocorrido em agosto de 2005. Convocado a prestar depoimento, Wanderlei se reservou ao direito de falar somente em juízo. Edson foi ouvido por carta precatória e, segundo o delegado Rogério Malacarne, que conduz as investigações, ele negou que tenha participado do crime. Disse, contudo, que temia que o irmão assassinasse o prefeito. “Apuramos indícios da participação dele [Edson]. Todos eles tiveram a mesma intenção”. Vanildo é acusado de ter dado fuga a Wanderlei e intimidar testemunhas em Nova Canaã do Norte. Segundo Malacarne, o crime foi motivado por vingança. Segundo ele, Wanderlei tinha vários motivos para querer executar Luizão. Um deles teria sido porque o gestor havia arrematado um imóvel reformado com dinheiro do roubo do Banco Central, sequestrado e leiloado pela Polícia Federal, o que deixou Wanderlei contrariado. Outros motivos apontados anteriormente pelo delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso, Anderson Aparecido dos Anjos Garcia, para o crime, é que Luizão teria demorado a devolver o dinheiro que pegou emprestado de Wanderley e se negado a contratar serviços oferecidos por ele sob a alegação de que haveria necessidade da realização de licitação. Luizão foi assassinado com sete tiros no dia 5 de agosto, por volta das 21h30. As investigações apontaram que o crime foi cometido por dois homens que chegaram em um Gol branco ao clube onde o prefeito estava. O pistoleiro, encapuzado, entrou no local e se dirigiu ao prefeito. Em seguida, certificou-se de que a vítima era o “Luizão” e efetuou os disparos com uma pistola 380. Os tiros foram disparados a cerca de um metro de distância e atingiram o tórax e as costas do prefeito. O suspeito deixou o clube a pé.

Edição EDIÇÃO 16962




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