Presidente estadual do PDT, Otaviano Pivetta afirma que continuará à frente da legenda pelo menos até o fim das Eleições 2010. O anúncio do dirigente partidário deverá acalmar as bases e a própria direção do partido, que temia pela posição anterior de que deixaria o comando do PDT em abril do próximo ano, quando acontece a renovação do diretório regional. Eu havia decidido deixar o partido, mas mudei de ideia porque tenho responsabilidade com o partido e não posso deixar a legenda em ano eleitoral. Seria uma irresponsabilidade minha e não farei isso. Mas após as eleições deixo a direção do PDT, enfatiza. A posição de Pivetta de se afastar da presidência da sigla está ligada, principalmente, a falta de tempo do parlamentar. Ele também alega ainda que não possui perfil de gestor partidário. Não tenho tempo para me dedicar como deveria ao partido. E assim como não é meu perfil legislar também não é o de ser dirigente partidário, comenta. Segundo ele, a decisão em permanecer na direção do partido visa atender a sigla durante o processo eleitoral. A saída de Pivetta da presidência do PDT poderia gerar obstáculos para o processo de formação de alianças. Ele, junto com o presidente estadual do PPS, Percival Muniz, e ainda com o dirigente do PSB, Valtenir Pereira, tentam uma composição, denominada de terceira via, com o nome do empresário Mauro Mendes (PSB) para disputar o governo. De acordo com Pivetta, a tendência é de que Mauro assuma a corrida ao Palácio Paiaguás. Ele lembrou ainda que o bloco aguarda decisão do procurador da República, Pedro Taques, de se filiar ao PDT. O nome de Taques é colocado disputar o Senado. Pivetta assumiu a direção estadual do PDT em abril de 2007 substituindo o histórico Mário Márcio Torres.