Na decisão que puniu os 10 magistrados, o CNJ determinou que o processo seja encaminhado ao Ministério Público para abertura de ação para a devolução do dinheiro desviado ao erário público. "Aqueles que tiveram participação ativa nesse esquema poderão até ter cassada a aposentadoria em processo de perda de cargo", explicou o ministro Ives Gandra Martins da Silva Filho, relator do Processo Administrativo Disciplinar. Além dos três magistrados, a decisão pune os juízes Marcelo Souza de Barros, Antônio Horácio da Silva Neto, Irênio Lima Fernandes, Marcos Aurélio dos Reis Ferreira, Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, Graciema Ribeiro de Caravellas e Maria Cristina Oliveira Simões. Segundo a assessoria de imprensa do CNJ, o ex-corregedor-geral de justiça desembargador Orlando Perri, autor das denúncias, será investigado pela Corregedoria Nacional de Justiça. A sugestão de investigar Perri é do relator do processo, ministro Ives Gandra. Ele pede a apuração de denúncias de que Perri teria agido motivado por perseguição política por não ter sido atendido em solicitação de empregar no Tribunal a namorada e a manter empregada a ex-companheira e ainda ter adulterado documentos com vistas a prejudicar os investigados, enquanto ele próprio teria sido beneficiado com recursos do esquema. O então corregedor, desembargador Orlando Perri, foi procurado pela reportagem do Diário, mas não retornou às ligações telefônicas. Em entrevistas anteriores, o magistrado reafirmara que cumpriu sua obrigação.