O governador Blairo Maggi (PR) reforçou que deposita a expectativa na figura de Diógenes Curado de que o perfil técnico conseguirá avanços à Sejusp, uma das secretarias mais suscetíveis a críticas no governo. Na escolha, Maggi havia justificado que deu prioridade a alguém ligado à área após a série de secretários que passaram pela Pasta. Nesse contexto, a adesão da Polícia Federal à área estadual é encarada como a solução ideal à conjuntura do setor. O governador tem endossado nos últimos dias que não existe o temor de que a escolha de um federal incite críticas junto às corporações da Polícia Civil e Militar. No discurso de despedida, Carlos Brito acabou procurando desfazer qualquer clima de animosidade. Certamente teríamos quadros para isso (o cargo) em nossas corporações, sustentou, logo após observar que, para a população, o que importa é a condição de segurança, independente de qual agente a execute no dia-a-dia. Maggi reforçou que a intenção é, com a figura de Curado, agregar a experiência da PF no combate ao crime à segurança pública em Mato Grosso. A proposta foi definida no anúncio do nome de Curado como uma simbiose de experiências. Diógenes Curado é o quatro secretário de Justiça e Segurança Pública do Estado desde o início da gestão Blairo Maggi, em 2003. Já passaram pela Pasta os promotores Célio Wilson e Marcos Machado e agora sai do cargo o ex-deputado Carlos Brito. (JS)