Trabalhar pelo fim da imunidade parlamentar é uma das bandeiras de campanha do ex-procurador da República Pedro Taques (PDT), candidato ao Senado. Para o pedestista, o benefício vem sendo utilizado como brecha para a prática da corrupção. A imunidade parlamentar foi criada para proteger a opinião, palavra e voto dos políticos. Não é imunidade de processo, sinônimo de impunidade, criticou o candidato. Segundo ele, em 22 anos, o Supremo Tribunal Federal (STF) só condenou um deputado federal. Isso é um absurdo porque cidadão humilde é punido. O tratamento deve ser igualitário, reforçou. Com esse discurso, Taques pretende cooptar votos de todos os segmentos, desde os mais populares. Em todas as viagens de campanha, percebo que a população possui um sentimento de renovação, narra o ex-membro do Ministério Público que faz questão de reforçar ser totalmente a favor da Lei da Ficha Limpa. Deixando o estilo comedido, Pedro Taques começa a criticar a atuação de seus adversários. Para o candidato, a região Oeste e do Vale do Araguaia foram abandonadas pelas gestões estaduais. "Precisamos repensar a vocação econômica de cada uma dessas regiões e viabilizar políticas públicas para que possam se desenvolver, avaliou. Desafeto do deputado federal Pedro Henry (PP), que teve a candidatura rejeitada pelo TRE por conta da Ficha Limpa, Taques preferiu não fazer nova polêmica com o assunto. Ele foi barrado e tem o direito de recorrer, finalizou Pedro, autor de um dos três pedidos de impugnação da candidatura do progressista encaminhados ao TRE.