Primeira Página
Quarta-feira, 24 de Abril de 2013, 20h:20
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SUCESSÃO
PDT garante a candidatura de Taques
Em entrevista ao Diário, presidente nacional garante que fato de partido ser da base de Dilma Rousseff não será impedimento para candidatura
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Presidente nacional do PDT, o ex-ministro do Trabalho Carlos Luppi garantiu em entrevista ao Diário que a legenda terá candidatura própria em Mato Grosso, com o nome do senador Pedro Taques (PDT). Com o anúncio, o dirigente pedetista tenta afastar a hipótese de Taques deixar a agremiação para uma eventual filiação ao Mobilização Democrática (MD), novo partido que começa a se articular em nível nacional. A possibilidade de Taques se filiar à nova legenda surgiu depois que o MD anunciou que fará parte do grupo que apoiará a candidatura de Eduardo Campos (PSB) à Presidência da República. Não acredito nessa hipótese de o senador Pedro Taques deixar o nosso partido. Até porque ele foi reconduzido recentemente à vice-presidência do Centro-oeste e sinto que ele está bem confortável conosco. Além disso, estamos com candidatos fortes em todo o país e ele com toda sua competência e prestígio é o nosso candidato em Mato Grosso, enfatiza o ex-ministro. No entanto, o PDT, que faz parte da base aliada da presidente Dilma Rousseff, pode encontrar dificuldades em lançar o nome de Taques ao Governo, uma vez que a tendência é que o senador Blairo Maggi (PR) seja novamente candidato ao governo com o aval do Palácio do Planalto. Além disso, já existe uma articulação interna sobre um possível apoio do PT e do PMDB, partidos que também fazem parte da base da petista, à candidatura do republicado. Luppi, entretanto, garante que o fato de Maggi vir a disputar a eleição não interfere na candidatura própria do PDT. Não só em Mato Grosso, mas em diversos estados do país nós vamos ter dois ou três palanques. O Rio Grande do Sul é um exemplo. Temos que analisar e respeitar a ótica local, pois a eleição é estadual. O senador Pedro Taques é o nosso candidato, assim como foi da outra vez [2010]. Estamos com ele até o fim, garante. O pedetista lembra que quando Taques deixou o cargo de procurador para disputar a eleição ao Senado em 2010 sofreu muita pressão e julgamentos, e mesmo assim o partido lhe deu todo o respaldo. Houve muita pressão contrária à candidatura dele e nós, juntos, enfrentamos tudo isso e ele ganhou, enfatiza. Com relação a possíveis alianças, Luppi afirma que o partido não tem descriminação. Não temos essa história de limitação de aliança de quem vai nos apoiar. Para apoiar, não queremos saber nem de onde vem. Temos que buscar todo o apoio possível para fortalecer ainda mais o nome do nosso candidato.