À frente da campanha de mobilização contra a aprovação da PEC 37, o procurador-geral de justiça Paulo Prado questiona que caso o Ministério Público Estadual (MPE) tenha excluído o direito de fazer investigações criminais, qual órgão poderá movimentar tanto o cenário político como hoje é feito. Ex-diretor do Grupo Especial de Atuação contra o Crime Organizado (Gaeco), Prado lembra que a instituição é uma das grandes responsáveis por atuar na investigação de crimes contra o erário público, como a recente operação Assepsia, que prendeu quatro pessoas que tentaram comprar decisão judicial para favorecer traficantes. Nós reconhecemos a importância da polícia dentro do cenário brasileiro. E também, que se o Ministério Público não pudesse investigar quem iria movimentar tanto o cenário político brasileiro?, indaga. Hoje, ocorrerá um ato público na capital, na sede das promotorias de justiça, na tentativa do MP de obter o apoio da população na luta pela derrubada da PEC. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) e até mesmo o prefeito da capital, Mauro Mendes (PSB), já se posicionaram em favor do MP. O Gaeco do Estado bateu recorde de apreensão de drogas. Na última operação foram presos até membros do PCC. A população não pode desejar que toda essa força seja arrancada, defendeu Prado. A PEC 37 atende à proposta de inclusão de um parágrafo ao artigo 144 da Constituição Federal que fala sobre a organização da Segurança Pública no Brasil. No novo trecho constaria a exclusividade das polícias judiciárias Federal e Civil na investigação das infrações penais. (PV)