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Terça-feira, 27 de Julho de 2010, 20h:16

Parlamentar contesta decisão

O deputado José Riva (PP) disse receber com tranquilidade a notícia de sua cassação. O parlamentar afirma que aguarda a publicação do acórdão para ingressar com um recurso ordinário, com pedido de liminar, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Riva convocou uma entrevista coletiva assim que teve conhecimento da decisão do TRE. “Não cometi crime algum. Temos abundante prova testemunhal ao meu favor e nenhuma contra. Decisão judicial eu recorro, combato, mas também acato. Tenho certeza de que irei reverter essa decisão”, disse Riva. Com respaldo de seu advogado, José Eduardo Alckmin, Riva sustentou que não está inelegível e dará continuidade à sua campanha eleitoral. “Inelegibilidade não é a minha preocupação. Quero provar que não cometi nenhum ato ilícito”, reforçou o líder progressista. O presidente da AL criticou a fundamentação da ação do Ministério Público no que tange a supostas falhas na sua prestação de contas. “A minha prestação de contas de campanha foi aprovada pelo TRE. Essa é uma discussão superada. E mais, dizem que a prova contundente contra mim neste processo é apenas uma anotação na agenda”, disparou o deputado. O advogado explicou que a opção por ingressar com recurso ordinário no TSE visa proporcionar “amplo reexame das provas”. Ele prevê que “a resposta costuma ser rápida”. Primo do candidato ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), José Eduardo atua também como advogado da Executiva nacional do PSDB. De 1996 a 2000, ele foi juiz-substituto no TSE. Alckmin contrapõe o Ministério Público Federal afirmando que seu cliente não se enquadra na Lei da Ficha Limpa. “Fatos posteriores não são considerados após o registro de candidatura. Acho que o MPE terá muita dificuldade em vingar esse posicionamento de aplicação imediata da Lei da Ficha Limpa”, sustentou. José Riva avaliou que a decisão do TRE não lhe trará prejuízos políticos. Neste ano, sua esposa, Janete Riva, foi presa por envolvimento em denúncias de crimes ambientais investigados na “Operação Jurupari”. “Meus votos sempre foram em cima do meu trabalho. Confio no que fiz de bom para o meu Estado e não tenho nenhuma preocupação em relação a isso”, concluiu. (JC)

Edição EDIÇÃO 16962




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