A assessoria Jurídica da Câmara Municipal de Cuiabá entrega ao vereador Arnaldo Penha (PMDB) o parecer do processo que envolve o ex-vereador Ralf Leite (PRTB). Ralf entrou com um requerimento na Câmara Municipal para que o processo que cassou o seu mandato seja novamente analisado. Ele acusa a Comissão de Ética, na época presidida por Everton Pop (PP), de não ter encaminhado seu julgamento de maneira correta. Caso a assessoria jurídica confirme as irregularidades, Penha vai encaminhar o processo para apreciação da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), presidida pelo vereador Marcus Fabrício (PP). O progressista teria, então, a missão de decidir pela volta ou não de Ralf. Os parlamentares da Casa já demonstraram que não querem a volta do ex-colega. Na semana passada, Toninho de Souza (PDT) ressaltou que durante o período em que Ralf ficou dentro da Câmara os projetos dos parlamentares praticamente não andaram. Pop foi mais além: estamos cansados de ser babá de vereador, afirmou. Os vereadores cassaram o mandato de Ralf em agosto de 2009 por falta de decoro parlamentar. O ex-parlamentar foi pego na região do Zero-quilômetro, em Várzea Grande, na companhia de um travesti menor de idade. Ralf teria usado sua autoridade de vereador para tentar intimidar os policiais que o abordaram. Como se não bastasse, dias antes de ser cassado a ex-namorada do parlamentar foi à delegacia denunciá-lo por agressão. Este foi outro fator que pesou para a cassação. O ex-vereador fez história no período que esteve na Câmara. Foi o parlamentar mais novo a ser eleito e foi também o primeiro a ser cassado na história da Câmara de Vereadores. Três meses depois, o ex-presidente da Casa, Lutero Ponce (PMDB), foi cassado, acusado de ter desviado R$ 7,5 milhões durante o período em que presidiu o Legislativo municipal.