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Sábado, 17 de Maio de 2008, 15h:50

SUCESSÃO 2010

Pagot diz que não será adversário de Jayme

Diretor do Dnit avisa que estará junto com o senador Jayme na sucessão de Maggi

NOELMA OLIVEIRA
Da Reportagem
Lançado pelo PR para disputar o governo do Estado em 2010, o diretor do Departamento Nacional de Infra-estrutura Terrestre (Dnit), Luiz Antonio Pagot, avisou ontem que não será adversário do senador Jayme Campos (DEM) no processo de sucessão do governador republicano Blairo Maggi. “Não adianta, não vou brigar com Jayme pela amizade que a gente tem e que não é de agora, vem de longa data”, disse Pagot. O diretor do Dnit, que está passando o final de semana em Cuiabá, numa série de compromissos políticos e pessoais, acredita que 2010 estará junto com Jayme, um apoiando o outro. “Eu não sou adversário de Jayme e já estivemos em várias eleições juntos, ganhando e perdendo”, citou. Ele deu como exemplo as derrotas de Osvaldo Sobrinho e Júlio Campos, ambas na década de 90. Jayme, que é pré-candidato para 2010, atuou junto com Pagot nas duas vitórias do governador Blairo Maggi. Em entrevista na manhã de ontem, Pagot declarou ainda que não está focado na disputa eleitoral e sim no Dnit. “Sobre 2010 no momento oportuno vou falar”, ponderou. Apesar da dedicação ao Dnit, ele diz que eventualmente, nos finais de semana, participará de uma ou outra campanha. Ainda, segundo Pagot, em nenhum momento levantou a hipótese de sair do órgão para ocupar a suplência na vaga de Jayme. Ele acrescentou que conversou com o senador e não foi demonstrado o desejo dele em pedir licença do cargo, conforme se cogitou, inclusive, o assunto foi tratado numa reunião do PR, em Cuiabá. Segundo Pagot, o democrata disse que se for necessário pode se afastar por 30 dias e não por 121 dias, o que forçaria uma posição de Pagot em deixar o Dnit ou abrir mão em definitivo da suplência. Pagot, aliás, demonstrou muita afinidade com a família. Ele disse que em 1994, o então senador Júlio Campos (DEM), hoje pré-candidato a prefeito de Várzea Grande, profetizou no clube da Antártica, em Rondonópolis, que o então empresário Blairo Maggi seria governador de Mato Grosso. O distanciamento do PR e DEM nos dois principais colégios eleitorais de Mato Grosso não têm sido levados em consideração por Pagot que acredita numa composição dele com Jayme em 2010. Em Cuiabá e Várzea Grande as duas legendas não pensam em composição e mantêm candidatura própria. Diante de um cronograma extenso de obras, no qual Mato Grosso está inserido, para os próximos 24 meses, o que evidencia o seu nome no cenário político para 2010, Pagot evita fazer qualquer ligação da sua atividade no Dnit com a eleição majoritária à sucessão de Maggi. Ele prevê para 2008 um ano de muitas dificuldades para a execução de obras, mas aposta que a partir do desenrolar de licitações e de medidas que estão em tramitação no Congresso Nacional a aceleração de uma série de investimentos. Pagot observou ainda que, desde que assumiu o Dnit, onde se dedica quase 15 horas por dia, falta projetos para Mato Grosso nas rodovias federais, seja para recuperação ou ampliação da malha viária de responsabilidade da União.

Edição EDIÇÃO 16962




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