O ex-secretário estadual de Educação Luiz Antônio Pagot (PR) tenta ainda reverter o cenário negativo que paira sobre sua indicação para a direção do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT). A nova data para a sabatina só deverá ser definida na próxima semana. Pagot, que está em Brasília, vive um universo desfavorável proporcionado pelos questionamentos do senador Mário Couto (PSDB-PA). Entretanto, conseguiu arregimentar apoio de líderes tucanos, como do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). Pagot, que só deverá retornar a Cuiabá hoje à noite, deu continuidade ontem a uma série de reuniões com políticos com a missão de assegurar sua nomeação no DNIT. O homem-forte do governo Blairo Maggi admitiu que o cenário está complicado. Contudo, descartou a possibilidade de perder a chance de ocupar o cargo, cuja indicação partiu do presidente Lula. A situação é delicada, mas isso de perder a nomeação não deve acontecer. Na sabatina teremos condições de ficar em pé de igualdade. Aí esclarecemos todas as dúvidas, avaliou. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), teria manifestado solidariedade à causa de Pagot ontem, por telefone. Pagot afirmou ainda que a ação do senador Mário Couto (PSDB-PA) está sendo novamente articulada pelo ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB). Afirmou ainda que está preparado para a seqüência de ataques que deverá sofrer num movimento do PSDB no Senado. Temos informações de que os ataques vão continuar, mas estamos preparados, disse. Segundo o ex-secretário, outros assuntos estariam impedindo a definição da nova data para sua argüição no Senado. A orientação na Casa é de que fossem tiradas todas as pautas para resolver a questão do senador Renan Calheiros. Enquanto não resolver esse impasse, a situação fica muito tumultuada no Senado, avaliou. (SF)