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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012, 21h:30
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HOSPITAIS
OSS é acusada de rombo de R$ 5,1 mi
Fibras teria desviado R$ 2,6 milhões do Hospital de Colíder e R$ 2,5 milhões de Alta Floresta. Funcionários e fornecedores não foram pagos
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
O governador Silval Barbosa (PMDB) determinou que a Auditoria Geral do Estado (AGE) investigue o suposto desvio de R$ 5,1 milhões dos hospitais regionais de Colíder e Alta Floresta por parte da Organização Social de Saúde (OSS) Fibras. A instituição é suspeita de desviar R$ 2,6 milhões do Hospital de Colíder e R$ 2,5 milhões de Alta Floresta, relativo ao mês de março deste ano. O montante é referente ao pagamento do governo do Estado para que ela gerisse as unidades de saúde. Os recursos, segundo o deputado estadual Nilson Santos (PMDB), teriam sido desviados para uso em licitação no Estado de Goiás. Segundo o deputado, a OSS não realizou nenhum tipo de investimento nos hospitais, e ainda deixou de pagar os funcionários. Houve um calote nos hospitais de Colíder e Alta Floresta. A população não pode sofrer com isso. A empresa simplesmente desapareceu e não fez o pagamento. No entanto, além do atraso salarial, a reivindicação da classe também se estende aos direitos trabalhistas e melhores condições de trabalho. De acordo com o presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado (Sinpen), Dejamir Soares, as unidades estavam com falta de medicamentos básicos para realizar os atendimentos. Além disso, apesar de terem a contribuição do INSS descontada em folha, o depósito não estava sendo realizado. Desta forma, eles entraram de greve há cerca de um mês, mantendo apenas 30% de seu quadro funcionando. Por conta disso, o governador suspendeu o convênio com a empresa, e contratou em caráter emergencial a Organização Social que administra o Hospital Metropolitano de Várzea Grande, o Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (Ipas). Eu espero que esta OSS dê o mesmo resultado que tem dado em Várzea Grade, pois não queremos que a demanda de lá venha para o Pronto Socorro da Capital. Dentre 30 a 60 dias, no máximo, o atendimento será normalizado. O governador garante que já realizou os pagamentos atrasados de todos os servidores, apenas aqueles que possuem pendências bancárias ainda não receberam. A única coisa que está pendente é o pagamento dos fornecedores. Além disso, colocou o recurso do Estado a disposição das cidades, principalmente para sanar os problemas com a falta de material. Segundo Silval, a auditoria ficará responsável por verificar se houve mesmo a irregularidade nos municípios. Caso seja comprovada, a denúncia será encaminhada para todos os órgãos controladores como a Delegacia Fazendária e Ministério Público. Eles têm que ficar sabendo para que possam punir os responsáveis. Eles também ficaram responsáveis por realizar o levantamento da dívida com estes fornecedores, para que, assim, ela possa ser quitada. De acordo com o peemedebista, o débito está entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão.