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Quinta-feira, 13 de Maio de 2010, 21h:49

FALTA ADESÃO

Oposição não emplaca investigação

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
A oposição não conseguiu emplacar a “CPI do Maquinário” na Assembleia Legislativa, que investigaria a responsabilidade do suposto superfaturamento das 705 máquinas compradas pelo governo e distribuídas aos municípios de Mato Grosso. Diante do escândalo divulgado há duas semanas, o deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) propôs a CPI e conseguiu sete assinaturas. Porém, para que a comissão seja criada, são necessárias oito adesões. A compra dos equipamentos do programa “MT 100% equipado” foi realizada na gestão de Maggi, que renunciou o governo no dia 30 de março para disputar uma vaga ao Senado. A pedido do Ministério Público Estadual, a Delegacia Fazendária já investiga o caso. Caso a oposição conseguisse viabilizar a CPI, poderia ser um trunfo eleitoral. Assinaram o requerimento de criação da CPI, além de Maluf, Percival Muniz (PPS), Vilma Moreira (PSB), Otaviano Pivetta (PDT) e quase toda a bancada do DEM, José Domingos Fraga, Dilceu Dal Bosco e Chica Nunes. O democrata Gilmar Fabris está licenciado. Todos esses parlamentares são da oposição. O DEM, que sempre fez parte da base da situação, selou aliança com o PSDB para a eleição 2010, lançando o ex-prefeito Wilson Santos como candidato ao governo. Já PPS, PSB e PDT fazem parte do projeto Mato Grosso Muito Mais, que tem o empresário Mauro Mendes (PSB) como candidato ao governo. Como os partidos da situação são os que têm as maiores bancadas na Casa, como PMDB, PP e PR, será praticamente impossível conquistar mais adesão à CPI. Uma das chances seria Gilmar Fabris assinar o requerimento. Entretanto, ele é o deputado do DEM que mais apresentou resistência ao projeto de sair da aliança com o governo e caminhar com os tucanos. Apesar de ter assinado o requerimento de criação, o deputado José Domingos Fraga acredita que a CPI não sairá justamente por causa do momento político. “Eu acho que a Assembleia também deveria participar dessa discussão, mas acho difícil conseguirmos mais adesão. A partir das convenções que acontecem em junho, todo mundo estará muito ocupado viabilizando projetos de reeleição”, disse o deputado. Domingos Fraga também explicou que a Assembleia precisaria fazer a investigação com ajuda do Ministério Público, que já está com o caso. “Todas as investigações já estão sendo feitas, tudo que apurássemos cairia de novo no Ministério Público, que já está fazendo esse trabalho”, disse o deputado.

Edição EDIÇÃO 16967




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