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Quinta-feira, 05 de Julho de 2007, 19h:55
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BLOCO FECHADO
Oposição faz manobra contra Pagot
O PSDB está fechado para votar contra o Pagot. Partiu do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) a confirmação da manobra política dos tucanos para tentar derrubar a nomeação do ex-secretário de Estado, Luiz Antônio Pagot (PR), para a direção do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). Menos aberto a comentários, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) também demonstrou contrariedade com a possibilidade de Pagot chegar a direção do Dnit. Disse que antes de ocorrer a votação do processo, é preciso investigar as denúncias que pesam sobre o ex-secretário. A articulação do PSDB contra o indicado também veio do deputado federal Sebastião Madeira (PSDB-MA). Isso é uma questão do Senado mas o PSDB já fechou esse assunto e há um entendimento de que o Pagot deve ser investigado. O PSDB não vota nele (Pagot), disse. Os representantes do Senado e da Câmara Federal participaram da sessão especial em homenagem ao aniversário de um ano do falecimento do ex-governador Dante de Oliveira (PSDB), realizada ontem, no Plenário das Deliberações da Assembléia Legislativa. O anúncio dos tucanos vai na contramão da esperança de Pagot em conseguir maioria do apoio vindo dos senadores tucanos. Até o momento o ex-secretário confia no respaldo que poderia vir de ala do PSDB, incluindo o presidente da Comissão de Infra-Estrutura, senador Marconi Perillo (PSDB-GO). Apesar da expectativa sobre a participação de Perillo na sessão especial, o senador desmarcou a agenda em Cuiabá ainda na manhã de ontem. Mesmo firmes na posição de não deixar o caminho fácil para Pagot, os tucanos reconhecem que dificilmente conseguirão derrubar a nomeação do ex-secretário. Segundo Flexa Ribeiro, que é membro da Comissão de Infra-estrutura, o governo tem maioria na comissão e Pagot deverá conseguir a aprovação durante a sabatina. A mesma opinião tem o ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB), que insiste na investigação sobre possibilidade de duplicidade de cargos ilegal que teria sido cometida por Pagot. O ex-secretário tem rebatido a acusação lembrando que a função exercida no Senado no período de 1995 a 2002 e compartilhada com tarefas no grupo Hermasa seguiram os preceitos legais. Pagot apresentou documentos no Senado para comprovar sua lisura no processo. O embate político entre a ala governista e a oposição, desenhada pelo PSDB, promete ter novas batalhas. Após receber pedido de vistas do senador Mário Couto (PSDB-PA), a sabatina deve ser realizada na próxima quinta-feira, segundo informou o relator do processo, senador Jayme Campos (DEM). No entanto, a maior força política de Mato Grosso, governador Blairo Maggi (PR), já se prepara para tentar poupar Pagot de novo desgaste no Senado. De acordo com o ex-secretário, o chefe do executivo Estadual tem agenda em Brasília na próxima quarta-feira. A maior missão de Maggi será conseguir diminuir a barreira do PSDB contra Pagot.