A ONG Moral protocolou junto à Corregedoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) um pedido de investigação sobre a suposta compra de vaga na Corte. Caso a solicitação seja acatada, devem ser investigados os conselheiros Alencar Soares (já aposentado) e Sérgio Ricardo. O pedido foi feito na última quarta-feira (11) e o TCE deve se manifestar sobre ele dentro dos próximos 15 dias. Este é o prazo comum para consultas em órgãos públicos, conforme prevê a Lei da Transparência. A ONG embasou sua solicitação em trechos de um dos inquéritos da operação Ararath. Nele, o delator do esquema ilegal investigado pela Polícia Federal, o empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, afirma ter emprestado R$ 4 milhões para que Alencar Soares comprasse novamente sua própria vaga na Corte. Ela teria sido vendida para o então deputado estadual Sérgio Ricardo. O empréstimo teria sido feito por intermédio do ex-secretário de Estado Eder Moraes (PMDB) preso em Brasília - e com aval do então governador, hoje senador, Blairo Maggi (PR). A ONG cobra que a Corte investigue se isso realmente aconteceu. Entre os argumentos usados, está o fato de o TCE ser um órgão que fiscaliza outros poderes, sendo assim, precisa demonstrar transparência e investigar a si próprio, conforme a solicitação. MINISTÉRIO PÚBLICO Na semana passada, a ONG Moral pediu o afastamento do procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, por ele também ser citado nas investigações da Ararath. Prado se defendeu afirmando que não faz parte da lista dos investigados. O pedido ainda não foi analisado pelo Conselho Superior do Ministério Público.