A juíza Maria Aparecida Fago adiou para 30 de julho a oitiva de 20 testemunhas de defesa e acusação do processo contra os ex-vereadores Chica Nunes (DEM) e Lutero Ponce (PMDB) marcada para ontem (18) no Fórum de Cuiabá. A redesignação foi necessária porque alguns réus não foram intimados pessoalmente para acompanhar a audiência. Este foi o mesmo motivo que levou a defesa da democrata a pedir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a nulidade da sessão plenária em que o Ministério Público apresentou a denúncia contra os então parlamentares ao Tribunal de Justiça. Eles são acusados de apropriação de dinheiro público (peculato) e formação de quadrilha, devido ao desvio de R$ 6,3 milhões dos cofres do Legislativo municipal, por meio de fraude em licitações nos anos de 2005 e 2006. De acordo com a denúncia do MPE, diversas empresas foram contratadas apenas para desviar recursos públicos por meio de licitações irregulares, sendo Chica Nunes a cabeça das operações. Lutero, por sua vez, era presidente da Câmara na época. Outras sete pessoas também estariam envolvidas no crime. Entre elas, os irmãos da democrata, o representante das empresas em questão, a contadora e um ex-servidor da Casa.