A cúpula do Partido da República (PR) deverá decidir nesta semana o local do próximo encontro das lideranças marcado o dia 23 deste mês. Assim como na reunião realizada no Sesc Pantanal do município de Poconé (104 quilômetros a Sul de Cuiabá), anteontem, será discutido o futuro do partido e a construção de projetos rumo à eleição de 2010. O deputado estadual Sérgio Ricardo comenta que o resultado das conversas foi positivo, pois foram traçadas metas importantes para a consolidação do PR enquanto maior partido político de Mato Grosso. Estamos desenhando um projeto político e também queremos encontrar um nome de consenso na base aliada para que seja viável à sucessão do governador Blairo Maggi, revelou o parlamentar. Sérgio Ricardo, que nos últimos meses tem trabalhado insistentemente pela sua candidatura ao governo do Estado pela legenda republicana, aponta sua pretensão não significa que seja uma imposição à direção do partido e afirma que há outros nomes viáveis. O PR tem outros nomes que são Adilton Sachetti, Murilo Domingos e Mauricio Tonhá. Mas o partido vai pregar a humildade e dialogar com a base aliada para que possamos chegar a um consenso, comenta. O parlamentar revela também que no diálogo da reunião que ocorrerá ainda neste mês o partido deve discutir a candidatura do governador Blairo Maggi a uma das vagas que será aberta no Senado. Nós queremos porque é a maior liderança do partido. Queremos trabalhar a candidatura do Maggi ao Senado porque entendemos que é fundamental para a sobrevivência do partido atingir bons resultados. No entanto, ele nega que o chefe do Executivo tenha confirmado sua candidatura. É algo que está sendo avaliado, depende de muitas conversações. O partido tem que ter nome para todos os cargos que serão disputados. Sérgio Ricardo ainda avaliou de forma positiva a continuidade de Moisés Sachetti à frente da direção estadual. Sempre houve definição a respeito do Sachetti. Sempre defendi isso e colocamos fim a uma série de boatos nessa semana. Em nota enviada à imprensa, o presidente do PR Moisés Sachetti, os membros do partido enalteceram o diretor Geral do Dnit Luiz Pagot e acolheram suas justificativas de abandonar o projeto de candidatura ao governo do Estado, o que foi confidenciado pelo parlamentar. Talvez Mato Grosso nunca mais tenha um representante para administrar um dos maiores orçamentos de Brasília. O Pagot entendeu que lançar-se agora seria prejudicial ao Estado e nós aceitamos, revelou Sérgio Ricardo.