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Sexta-feira, 21 de Maio de 2010, 23h:32
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OPERAÇÃO HYGEIA
MPF ofereceu denúncia contra mais 17
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra mais 17 pessoas indiciadas na operação Hygeia, da Polícia Federal. Todas são ligadas à Oscip Idheas e servidores públicos de Tangará da Serra. Elas responderão agora pelos crimes de formação de quadrilha, dispensa indevida de licitação, uso de documento falso, frustração de direito trabalhista e peculato. A Oscip Idheas era responsável pela gestão dos programas federais como Samu, PSF e UMS no município. O procurador Mário Lúcio Avelar pediu ainda que a participação do prefeito de Tangará afastado por licença médica, Júlio César Ladeia, seja apurada pelo Tribunal Regional Federal (TRF), em razão do foro privilegiado do prefeito. Responderá à Justiça, a presidente da Oscip, Maria Guimarães Bueno Araújo; além de Abel Alves Saraiva dos Santos; Renata Guimarães Bueno Welligton Fanaia Pereira; Valéria Nascimento; Ronildo Lopes do Nascimento; Mário Lemos de Almeida; Érico Sandro Soares; Gustavo Porto Franco Piola; Maria Alves de Souza; Alcinira de Oliveira Campos; Tatiana Ávila Grigoletti; Gabrielle Queiroz Marques; Michele Beutinger de Mattos; Terezinha Guimaraes Bueno; Ronilton Souza Carlos; e Waldemir José Padilha Silva. O Ministério Público Estadual (MPE) também propôs uma ação por improbidade administrativa contra membros da Oscip, cinco vereadores e prefeito e vice-prefeito. O prejuízo calculado na ação do PME é de R$ 4,2 milhões. A Justiça Federal já havia recebido denúncia contra 19 pessoas indiciadas na operação Hygeia. Pelo menos 46 pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal e as denúncias serão oferecidas em partes pelo Ministério Público. A operação foi deflagrada no dia 7 de abril. Trinta e uma pessoas foram presas temporariamente, entre servidores públicos da Funasa, incluindo o então coordenador e ex-coordenadores, pessoas ligadas a Oscips e também pessoas ligadas ao PMDB. Segundo as investigações da PF, o grupo desviou R$ 52 milhões. O grupo atuava em três frentes: desvios por meio da Funasa, por meio das Oscips, e ainda em contratos com as prefeituras para execução de obras de infraestrutura. Todos os três esquemas em comandados por um núcleo empresarial. Isso só era possível, porém, conforme investigação, porque essas pessoas eram ligadas a agentes políticos e tinham acesso a destinação de emendas parlamentares, sabendo para quais cidades o dinheiro iria. Na decisão, o MPF entendeu que, embora indiciados pela PF, não há provas suficientes contra Sérgio Ferreira Wanderley, Salomão Neves Botelho, Alexssandro Neves Botelho, Heiter Carlos Guimarães, Celino Henrique Lugon Fraga, Francenylson Luiz Dantas dos Santos, Carlos Renato de Souza Bernardo, Rodrigo Guerra Duarte e Gerson Fanaia Pereira.