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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2013, 20h:43
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PEDRAS PRECIOSAS
MPF denúncia Júlio Campos ao Supremo
PRISCILLA VILELA
Da Reportagem
O deputado federal Júlio Campos (DEM) volta a ser alvo de investigações de instâncias superiores com a apresentação de denúncia do Ministério Público Federal (MPF) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo seu suposto envolvimento no homicídio de um empresário e um geólogo em São Paulo, ocorrido em 2004. O processo tramita na Corte desde 2011 sob a análise do ministro Marco Aurélio Mello, que já recebeu o pedido e agora o encaminha a outros ministros para análise e posterior decisão se dá ou não providências à denúncia. A acusação aponta que o congressista seria o mandante do crime contra Antônio Ribeiro Filho e o húngaro Nicolau Ladislau, proprietários de terras no norte de Mato Grosso que continham pedras preciosas, e que, portanto, eram de seu anseio. O crime ocorreu na cidade litorânea paulista de Guarujá, e teria servido de pano de fundo para ocultação da transferência de terras de Ribeiro para dois laranjas do parlamentar. O advogado de Campos, Paulo Fabriny, refuta a acusação e afirma que a ação da Procuradoria não passa de uma atitude incabível. A defesa coloca em xeque ainda a investigação do caso que, segundo Fabriny, não chegou a averiguar outras hipóteses do crime. Entre elas, a de que as vítimas estavam envolvidas em uma disputa por terras com um lavrador no Mato Grosso do Sul, tese que, inclusive, teria sido questionada pela própria família de Ribeiro. É uma denúncia totalmente infundada com argumentos imbecis. Todos os fatos apontam para que as vítimas estivessem envolvidas em uma confusão no Mato Grosso do Sul, exalta o advogado. O momento escolhido pelo MPF para apresentação da denúncia também é questionado, já que, relata o advogado, surge num período em que a Câmara Federal analisa a possibilidade de vedar os poderes de investigação de promotores e procuradores. Isso é uma tentativa de desmoralizar a Câmara, de desacreditá-la e fazer questionar se um deputado que é investigado, por exemplo, tem razão ou motivos para tentar cortar os poderes da Procuradoria. Antônio Ribeiro teria trabalhado como chefe de gabinete e era amigo de Júlio Campos. Quanto a Ladislau, o parlamentar nem o conhecia, segundo Paulo Fabriny. As terras que são apontadas como a razão para o assassinato seriam dois parques estaduais que não poderiam ser alvo de interesses. Não faz sentido essa motivação que apontam. As terras do Nortão, que dizem que é a motivação do crime, são dois parques, reservas. Nem Jesus poderia mexer nelas, defende.