O promotor de Justiça, Clóvis de Almeida Júnior, membro do Grupo de Fiscalização das Obras da Copa do Mundo de Cuiabá (GEACOPA), entende que prevaleceu o bom senso na decisão da secretaria extraordinária da Copa (Secopa) de retirar o relógio da contagem regressiva da frente da sede da pasta. A estrutura que custou R$ 74 mil para funcionar durante dois meses foi desativada esta semana. O governo estuda agora efetuar uma nova licitação, desta vez, com um valor mais baixo. O custo chegou a ser alvo de denúncias no Ministério Público. As suspeitas eram de sobrepreço. Embora o inquérito que apura o caso ainda não tenha sido concluído, o promotor adianta que o processo licitatório foi feito dentro da lei. O certame na modalidade convite contou com a participação de três empresas. O Ministério Público aguarda ainda um levantamento de preços para comparar os valores praticados pela vencedora com os de mercado. Almeida preferiu não comentar, no entanto, sobre a importância da aplicação de recursos públicos no relógio. Havendo previsão orçamentária para a despesa, nós não podemos intervir. Esta análise é política, argumenta. O promotor ainda esclareceu que como o início da contagem regressiva para os jogos se tratava de um evento simultâneo às 12 cidades-sedes do Mundial, a licitação está bem justificada. O tempo para a realização da Copa começou a ser contabilizado quando faltavam mil dias para a abertura do evento. O relógio foi retirado da frente do prédio da Secopa, no bairro Goiabeiras, na noite anteontem. Segundo a Secretaria, uma nova licitação será feita para implantar um novo cronômetro.