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Quinta-feira, 01 de Março de 2012, 21h:10
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MT SAÚDE
MPE é contra a renovação de contrato com operadoras
O Ministério Público Estadual (MPE) notificou o governo do Estado para que não renove o contrato com as empresas Saúde Samaritano Administradora de Benefícios Ltda. e Open Saúde Ltda., atuais gestoras do plano MT Saúde. O MPE informa na notificação que as duas empresas não possuem idoneidade técnica, econômico-financeira e de habilitação para cumprir com o objeto do contrato firmado com o Estado, cujo prazo de vigência termina no dia 22 deste mês. De acordo com o promotor Roberto Turin, durante as investigações foi constatado que a Saúde Samaritano Administradora de Benefícios Ltda. não possui qualquer registro junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), inclusive para atuar como operadora de planos de saúde. A empresa, segundo o MPE, também foi constituída apenas 68 dias antes da assinatura do contrato. A referida empresa não possuía tempo de funcionamento suficiente para comprovar sua aptidão na gestão de planos de saúde, ainda mais com a envergadura do MT Saúde, que atende a 54 mil beneficiários espalhados por todo o Estado. O atestado de capacidade técnica apresentado à Secretaria de Estado de Administração (SAD) foi subscrito pela própria empresa, tornando-o totalmente inválido, afirmou o promotor. Em relação à operadora Open Saúde Ltda., o Ministério Público afirma que, desde março de 2010, a empresa está sob investigação administrativa da ANS, que já emitiu duas notas técnicas concluindo pelo risco de inadimplência por parte da empresa. Em uma das notas, a ANS a qualificou como risco catastrófico, evidenciando a inidoneidade econômico-financeira da empresa, disse o representante do Ministério Público. Conforme o promotor de justiça, as investigações do Ministério Público ainda não se encerraram e gestores públicos poderão ser acionados por ato de improbidade administrativa. Caso as recomendações feitas pelo MPE também não sejam acatadas, o ministério adotará as medidas judiciais cabíveis na defesa do patrimônio público e da probidade administrativa. A notificação recomendatória foi expedida ontem. O Estado terá dez dias, a contar da data do recebimento da notificação, para informar ao MPE se irá cumpri-la ou não. O Ministério Público também encaminhou nesta quinta-feira representação externa ao Tribunal de Contas (TCE) e Auditoria Geral do Estado para verificação da legalidade do contrato firmado entre o Estado e as empresas, e tomada de contas especial.