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Sábado, 16 de Abril de 2011, 13h:30
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MPE cita prejuízos de R$ 1,6 mi com fantasmas
A ação civil por improbidade administrativa surgiu após comprovação da existência de duas empresas fantasmas (R. Costa e Ianomani) que participavam de supostos esquemas de favorecimento para a comercialização de produtos para a prefeitura de Várzea Grande. O Ministério Público Estadual (MPE) estima que as irregularidades causaram prejuízos somados de R$ 1.652 milhão. De acordo com a denúncia dos promotores Tiago Afonso da Silva e Carlos Eduardo Silva, entre os anos de 2005 e 2007 a R. Costa venceu 39 das 50 licitações de que participou, ou seja, quase 80% dos processos realizados nesse período. Os promotores apontam que, apesar de movimentar mais de R$ 1,5 milhão, o Fisco estadual registrou pagamento de impostos de apenas R$ 698 em 2005 e pouco mais de R$ 1,4 mil em 2007, por exemplo. Entre os artigos registrados como comercializados pela R. Costa estão: materiais de construção, escritório, ferragens, pinturas, papelaria, móveis, medicamentos, serviços de manutenção de veículos, publicidade, impressão de jornais, transporte escolar e buffet. R. Costa, segundo os promotores, é o nome de Rodrigo Costa, cunhado do ex-vereador e então superintendente da Secretaria de Educação, Edmar Caetano de Souza. Já a empresa Ianomani surgiu da impossibilidade da R. Costa continuar a participar de licitações. Edmar, então, a teria criado para continuar com as fraudes. Com sócio-proprietário dela está o filho do ex-vereador, Diego Caetano de Souza. Também com uma longa lista de produtos comercializados (incluindo armas e munições), a Ianomani faturou em 2008 mais de R$ 136 mil. Nos locais estimados como sede das empresas não havia nenhuma estrutura que justificasse a vasta lista de produtos comercializados. (FD)