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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011, 20h:32
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PREFEITO DE NOVA CANAÃ
Morte de Luizão não é explicada
FERNANDO DUARTE
Da Reportagem
O motivo da execução do prefeito de Nova Canaã do Norte (699 quilômetros de Cuiabá), Antônio Luiz César de Castro (DEM), o Luizão, não será explicado em 2011, quase cinco meses após o crime. A Polícia Civil continua a investigação, mas ainda não divulgou a existência de suspeitos ou se há pistas do paradeiro do atirador. O caso permanece em segredo de Justiça. De acordo com a Polícia, toda a informação a respeito do assassinato está com o diretor-geral, Rubens Vilela, que diz não ter novidades sobre o caso. A investigação está basicamente no interior do Estado. Para a investigação, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) havia designado quatro delegados: Rogério Malacarne da Costa e Sérgio Ribeiro Araújo (de Colíder); Carlos Eduardo Muniz dos Santos (Guarantã do Norte); e Josué de Jesus (delegado regional de Alta Floresta). Quando surgiu o caso, a principal vertente trabalhada pela polícia é do crime ter motivação pessoal, já que o prefeito, que era empresário, tinha adquirido bens no município, cobiçado por outras pessoas. Um dos envolvidos no assalto ao Banco Central, em Fortaleza (CE), também foi cogitado como um mandante, mas a própria polícia (que repassou a informação) negou posteriormente. Luizão foi assassinado a tiros no Clube do Laço de Nova Canaã. Ele estava acompanhado da família. O atirador chegou caminhando até a vítima, perguntou pelo prefeito e, após a confirmação, fez sete disparos. Testemunhas disseram que o atirador, encapuzado, estava em um veículo Gol de cor branca. A execução aconteceu dia 5 de agosto, aproximadamente duas semanas depois do assassinato de outro prefeito, o de Novo Santo Antônio (1.063 quilômetros da capital), Valdemir Antônio da Silva (PMDB). Este caso foi concluído pela polícia, que apontou como um dos mentores o advogado Acácio Alves, ex-procurador-geral do município, na gestão do prefeito assassinado.