Mil servidores da Educação podem ficar sem salários
ALLINE MARQUES
Da Reportagem
Além do déficit em caixa que deverá ser deixado pelo atual governo, outro problema ficará de herança para a gestão de Pedro Taques (PDT), é a folha de pagamento de 1.000 contratados da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Os dados foram apresentados pelo futuro secretário de Educação, Permínio Pinto (PMDB), durante audiência pública nesta segunda-feira (22). O tucano alegou que a situação é preocupante devido à desorganização administrativa. De acordo com ele, mais de mil servidores contratados não receberão os salários de dezembro deste ano e nem o 13º salário. A folha de pagamento ficou prevista para janeiro de 2015, quando Pedro Taques assume a gestão. O problema seria uma falha de comunicação entre a Seduc e a Secretaria de Planejamento (Seplan). No entanto, a assessoria da Seplan informou que além de ter cumprido o repasse constitucional de 25% para a Educação, foi repassado R$ 1,578 bilhão conforme o previsto na Lei Orçamentária de 2014 e outros R$ 210 milhões de suplementação. Além disso, cada pasta é gestora dos recursos e deve cuidar do pagamento dos funcionários. Além disso, de acordo com Permínio, dos quatro recursos que são repassados às unidades escolares, no entanto, foi feito o pagamento apenas da parcela referente ao custeio, ficando pendente o valor capital. Outro problema ainda de ordem financeiro na Pasta é que o ano letivo termina no dia 22 dezembro e as equipes gestoras não conseguem executar seu planejamento, pois não há previsão do repasse de manutenção para as escolas iniciarem o ano letivo de 2015. O futuro secretário ainda destacou a preocupação com os índices da Educação que estão em patamares muito abaixo do desejável e há necessidade de se promover uma mudança imediata para corrigir o atual modelo de gestão. Como prioridade, o futuro secretário afirma que o foco inicial será a área pedagógica e que em médio prazo já serão apresentados melhorias nos índice.