Apesar de ainda não ter sido homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Partido Mobilização Democrática (MD) já estuda a possibilidade de lançar candidatura própria ao governo do Estado na eleição do ano que vem. A informação é da futura presidente estadual da legenda, deputada estadual Luciane Bezerra (PSB). De acordo com ela, a sigla está em fase de articulação. A aceitação está melhor do que esperávamos. Estamos conversando com diversas pessoas, de todos os partidos e de municípios de todo o Estado. Temos bons nomes para concorrer à majoritária. Estamos trabalhando isso com os nossos parceiros, explica a parlamentar, que deseja se manter na oposição ao governo do Estado. A socialista explica que, por enquanto, a tendência é de que a legenda apoie a candidatura do senador Pedro Taques (PDT) ao governo do Estado. No entanto, ainda trabalham com a possibilidade de o pedetista migrar para o novo partido. Além do nome do senador Pedro Taques, temos vários outros nomes de peso. Ainda há grandes chances de o senador vir para o MD, mas também estamos trabalhando com a hipótese de apoiá-lo caso continue no PDT. Afinal, também faremos parte do Movimento Mato Grosso Muito Mais, pontua. Para Luciane, a resposta da consulta feita ao TSE a respeito de uma possível perda de mandato na mudança de sigla será um fator decisivo para muitas lideranças políticas. Por conta disso, a parlamentar não quis adiantar os nomes com quem tem mantido diálogo. Estamos esperando a homologação e também o parecer do TSE para intensificar as ações para fazer as filiações. Acredito que esta consulta será decisiva para muitos, principalmente para políticos do interior. A expectativa é de que a legenda seja homologada no início da próxima semana. A partir de sua oficialização, o partido tem 30 dias para realizar as filiações, incluindo a de políticos com mandato em vigor. Aqueles que pretendem pleitear um cargo na próxima eleição, por sua vez, podem se filiar até final de setembro deste ano. (KA)