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Quarta-feira, 23 de Junho de 2010, 22h:28

ANÁLISE

Mauro teme que fragilidade das alianças o prejudique

O empresário Mauro Mendes (PSB) deixou transparecer ontem, após reunião com os principais líderes do Movimento Mato Grosso Muito Mais, sua incerteza a respeito da oficialização da candidatura ao governo. “Tenho o desejo de que o projeto continue mas estou resistindo. Vamos ver até onde vai chegar. Se chegar até o dia 30, vamos na corrida pelo Palácio Paiaguás”, admitiu. Ao ressaltar sua viabilidade eleitoral para a disputa, Mauro mencionou que o problema do grupo é em relação à concretização das alianças. “O projeto não depende só de mim, mas das coligações. Viabilidade eleitoral eu tenho, mas preciso de viabilidade política. Estamos trabalhando para isso”, disse. Os presidentes do PPS, Percival Muniz, do PDT, Otaviano Pivetta, e o membro da nacional do PV, Aluizio Leite, participaram do encontro, que também avaliou a celeuma gerada no PDT. Hoje, em nova rodada de discussões poderá haver definição sobre o número de candidatos ao Senado que será lançado pelo bloco. Percival Muniz voltou a afirmar que poderá retirar seu nome da disputa caso a ocupação do espaço crie clima de desarmonia no grupo. Mauro Mendes disse que “a maioria quer dois candidatos”. Nesse caso, o ex-procurador da República, Pedro Taques (PDT), poderá reavaliar o projeto político, podendo inclusive retirar seu nome da disputa ao Congresso Nacional. Pivetta aproveitou o momento para assegurar que o PDT continua unido em torno da chapa majoritária encabeçada por Mauro. Eles também discutem hoje indicado para ocupar espaço de vice na chapa.

Edição EDIÇÃO 16960




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