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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2012, 20h:15

CUIABÁ

Malheiros quer AL; Mauro se diz surpreso

Diplomado ontem, João Malheiros – que provocou um racha no PR para assumir candidatura – pensa em deixar a Capital sem vice-prefeito. Mendes cobra explicação

RENATA NEVES
Da Reportagem
A diplomação dos candidatos eleitos de Cuiabá foi marcada pela incerteza quanto à assunção de João Malheiros (PR) no cargo de vice-prefeito. O anúncio recente feito pelo republicano, de que estuda renunciar ao cargo para retornar à Assembleia Legislativa, fez com que ele se tornasse o “centro das atenções” na cerimônia. Visivelmente contrariado, o prefeito eleito Mauro Mendes (PSB) disse que ainda não conversou com o companheiro de chapa sobre o assunto e demonstrou surpresa quanto às declarações dadas por ele. Salientou ainda que Malheiros e o PR terão que se justificar perante a sociedade caso decidam abdicar no espaço na prefeitura para retornar ao Legislativo. “Esse anúncio surpreende não só a mim, como prefeito, mas a população cuiabana. Certamente terei uma conversa com ele sobre o assunto, mas a responsabilidade maior sobre sua decisão é do partido, que o indicou para compor a chapa. Quem tem que se justificar, dizer o que está acontecendo, apresentar os motivos do ‘sim’ ou do ‘não’ é o próprio João Malheiros”, declarou, antes do início da cerimônia de diplomação, realizada na manhã de ontem (19), no Centro de Eventos do Pantanal. João Malheiros afirmou que, se retornar ao cargo de deputado, o fará “para o bem de Cuiabá”. Segundo ele, vários motivos estão sendo avaliados e irão pesar em sua decisão. Entre eles, a pequena estrutura da qual dispõe a Vice-prefeitura. O republicano entende também que, se estiver no exercício de parlamentar, terá maior proximidade com o governador Silval Barbosa (PMDB) e poderá conquistar mais benefícios para a Capital. Além disso, afirma que sua presença no Parlamento fortalecerá a base do partido, que, segundo ele, passará a contar com sete deputados. “Estamos fazendo uma avaliação pelo bem de Cuiabá”. Questionado se não havia avaliado as consequências de uma eventual vitória antes de oficializar sua candidatura a vice-prefeito, Malheiros disse que sim, mas alegou que “o quadro político atual é diferente”. “Como vice, vou ter um papel secundário. A possibilidade de assumir é mais forte que a de não assumir, mas vamos nos reunir e discutir o assunto antes de anunciar a decisão”. Tanto Mendes quanto Malheiros negam ter havido qualquer desentendimento entre eles. Nos bastidores, porém, comenta-se que o socialista não estaria atendendo a pedidos do republicano. O deputado disse ainda que não teme prováveis avaliações negativas por parte da sociedade, caso não assuma a Vice-prefeitura. “A população não elegeu só eu, elegeu o Mauro também. Não era isso que queriam? Quem votou no Mauro por minha causa gosta de Cuiabá e vai entender a posição que eu tomar”. Disputa – Para conquistar o direito de concorrer à Vice-prefeitura na chapa encabeçada por Mendes, Malheiros travou uma batalha interna em seu partido. Além de derrubar a candidatura a prefeito do ex-republicano Francisco Vuolo, o deputado também venceu o então companheiro de partido na disputa para a vice. Correligionários favoráveis ao nome de Vuolo o acusaram de agir de forma autoritária e impor seu nome. Prioridades de gestão – Durante cerimônia de diplomação, Mauro Mendes garantiu que irá trabalhar para cumprir os compromissos firmados durante a campanha eleitoral e fazer de Cuiabá “uma cidade melhor para todos”. Afirmou ainda que dará prioridade às áreas da saúde e infraestrutura. Além de Mendes e Malheiros, também foram diplomados os 25 vereadores eleitos e 36 suplentes.

Edição EDIÇÃO 16961




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