Mahon critica proposta de extinção da pasta de Cultura
THIAGO ANDRADE
Da Reportagem
As mudanças preliminares na estrutura do Estado propostas pela equipe de transição do governador eleito Pedro Taques (PDT) continuam repercutindo, principalmente no setor cultural. O presidente da Academia Mato-Grossense de Letras, Eduardo Mahon, criticou a proposta da equipe de fusão das secretarias de Cultura, Turismo e Cidades. Para ele, Taques que está em viagem com a família e ainda não tem conhecimento do que foi proposto por sua equipe de transição, neste primeiro momento. Imagino eu que essa proposta tenha sido elaborada pela equipe técnica e que ainda nem sequer chegou ao conhecimento de Taques. A cultura deve ser tratada por uma secretaria especializada, diz. Segundo ele, firmou compromisso de ampliar os recursos na Pasta e não de desvalorizar o setor. Taques firmou na Casa Barão, inclusive, apoio específico para o setor cultural, garantindo recursos ampliados e recebeu forte acolhida do meio de produtores que ficaram satisfeitos pelo compromisso de um homem sério. O que esperamos é que o governador eleito não só retifique a proposta, como fixe em 1.5% o repasse do orçamento estadual para a Secretaria, destaca. Afirma que mesmo sendo uma instituição de valorização da cultura a AML não recebe recursos do governo do Estado. Quero deixar sublinhado que minha gestão à frente da AML não sobrevive com nenhum centavo de verba pública e nem pretende requerer qualquer projeto. Por isso, falamos com isenção sobre o tema, esperando o melhor governo para MT, diz. Para ele, as administrações precisam entender que a cultura é mais ampla que a monocultura (plantação de um tipo de produto agrícola). Isto é, como diria a música do Titãs, a gente não quer só comida. O orçamento da cultura está sofrendo o estrangulamento há anos, priorizando outras aéreas. O que precisamos é ter gestão honesta. Só isso já reduziria os custos e maximizaria os investimentos, finaliza.