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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010, 20h:09
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ADVERSÁRIOS À PARTE
Maggi resguarda amigos, apesar da disputa
Na disputa pelo Senado, o ex-governador Blairo Maggi (PR) considera normal a oposição criticar o atual governo
O candidato a senador Blairo Maggi (PR) tem procurado preservar as amizades em consideração aos adversários que estão na disputa, a exemplo de Mauro Mendes (PSDB) e Wilson Santos (PSDB), que concorrem ao governo do Estado e têm criticado a sua gestão 2003 a 2010. Procuro não misturar política com amizade. Procuro resguardar as amizades, disse o republicano, que citou, por exemplo, o próprio tucano de quem é amigo há anos. A oposição tem que falar alguma coisa, tem que procurar algo pra criticar. Isso é normal, avaliou Maggi. As declarações dadas na manhã de ontem no programa Tribuna do Ouvinte, na Rádio Cultura de Cuiabá. Questionado se Mauro Mendes é ingrato por tecer críticas ao governo após ter contado com o apoio direto de Maggi nas eleições de 2008, o candidato ao Senado respondeu: Mauro errou na mão, ao colocar Mato Grosso como uma terra arrasada. É claro que problemas existem e que as críticas fazem parte do processo eleitoral. Vamos trabalhar ainda mais daqui para frente. A população espera que o Estado, que já não é mais o mesmo que era em 2002, avance mais ainda, analisou o ex-governador. Na eleição de 2008, o ex-governador foi o principal cabo eleitoral de Mendes, que disputou a prefeitura de Cuiabá contra o tucano. Embora tenha saído derrotado, Mendes ganhou liderança política na Capital. Apesar de mostrar cautela com as pesquisas que projetam seu candidato Silval Barbosa (PMDB) para vencer a eleição no primeiro turno, Maggi disse: pelo cenário que temos agora, encerrará no primeiro turno. Quando vim aqui na rádio, na entrevista anterior, o cenário era de segundo turno, quando nenhum candidato tinha descolado como o Silval está agora. As chances de acabar no primeiro turno são muito grandes. Qualquer analista político pode dizer isso. Maggi concedeu a primeira entrevista à Cultura no dia 16 de agosto. Disparado nas pesquisas de intenções de voto para o Senado, o ex-governador deixou claro que a eleição ao Senado não está ganha. Garimpo e eleição, é só depois da apuração. Estou andando, fazendo arrastão, indo a reuniões nas casas das pessoas, viajando. O que temos hoje são intenções de votos e temos que trabalhar muito até o final da eleição para garantir o voto real na urna, sustentou o ex-chefe do Poder Executivo. REFORÇO NA CAMPANHA Blairo Maggi afirmou ainda que o grupo trabalha para o presidente Lula visitar o Estado até o dia 3 de outubro. Seria uma forma de fechar as eleições com o presidente mais popular da história do Brasil. Seria uma grande festa da democracia. Mas não há confirmação ainda da visita, concluiu o ex-governador.