NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

Primeira Página
Terça-feira, 02 de Setembro de 2008, 21h:01

MEIO AMBIENTE

Maggi participa de evento da Veja

O governador Blairo Maggi (PR) foi um dos três palestrantes do painel Conservação x Desenvolvimento, no seminário “O Brasil que Queremos ser”, promovido pela revista Veja em comemoração aos 40 anos do periódico. Participaram destas discussões o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o consultor da Organização das Nações Unidas para Bioenergia, Luiz Augusto Horta Nogueira. “Pelo levantamento que a Embrapa fez, se colocarmos todas as reservas e leis ambientais já criadas, o Brasil teria apenas 30% do seu território para utilizar, tanto com cidades como para a produção. Em Mato Grosso seriam disponíveis apenas 24% do seu território. Existe, sim, a possibilidade de aumentar a produção de alimentos sem a derrubada de novas florestas. A agricultura no Brasil pode produzir entre cinco a dez toneladas por hectare, dependendo da região do país, enquanto a pecuária produz uma média de 250 quilos de carne por hectare. O segredo é transformar o pecuarista também em agricultor”, explicou Maggi. Os números do desmatamento da Amazônia mais uma vez foram abordados pela imprensa nacional, conforme a Secretaria de Comunicação de Mato Grosso (Secom). Após o término do debate, uma pergunta da platéia chamou a atenção sobre a dissonância entre os dados defendidos pelo governo federal e os apresentados por Mato Grosso. “Maggi tinha razão ao dizer que os dados estavam somando degradação e corte raso. Os números do desmatamento vêm caindo, mas isto não é uma garantia”, respondeu o ministro Minc, de acordo com a assessoria de Maggi. O governador fez um resgate histórico da ocupação da região amazônica e do Centro-oeste, lembrando que foram pessoas consideradas heróicas por ter aceitado este desafio, e agora são rotulados de bandidos. “Isso é inadmissível. É preciso lei, e embargos, e isto está sendo feito. O pacote de maldades para aquele que moram na floresta chega todos os dias, mas as bondades do governo acabam se perdendo em corredores burocráticos. Esta pessoa que mora na floresta precisa receber pelo serviço ambiental que presta”. O fogo foi colocado em um segundo patamar de discussão durante o seminário. O governador detalhou que é necessário saber diferenciar os termos usualmente colocados à sociedade. “Uma coisa são as queimadas e outra são os incêndios. As queimadas são resultado de um processo de desmatamento. Os incêndios que acontecem na região Centro-oeste são em sua maioria naturais. Existem estudos científicos que mostram que é necessário o fogo na região para que seja mantida a vida, como a fertilização de sementes de diversas plantas”.

Edição EDIÇÃO 16967




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL