O ex-governador Blairo Maggi (PR) disse ontem que, em conversa reservada com o secretário de Administração, Geraldo De Vitto, orientou o gestor a se afastar do cargo para preservar o nome dele e da instituição. Conversei bastante com De Vitto e coloquei meu posicionamento. Neste momento é necessário que o governo demonstre isenção e que está apurando os fatos, avaliou. O republicano voltou a enfatizar que seu posicionamento é estritamente pessoal e que não deverá sobrepor qualquer decisão do governador Silval Barbosa (PMDB). Deixei bastante claro que o governador precisa de total liberdade para tocar sua administração e defendo isso. Sei que a pressão é grande e chega a atrapalhar, ponderou Maggi. Embora tenha orientado De Vitto a se afastar do cargo, Maggi isentou o secretário de responsabilidade nas supostas irregularidades na aquisição de máquinas e caminhões do programa MT 100% equipado. Existe um Decreto de 2009 que diz que a responsabilidade das licitações fica a cargo da secretaria ou de quem começou a conduzir, explicou. Desde a saída de Vilceu Marchetti na semana passada havia comentários do afastamento também de De Vitto. Questionado sobre o porquê de não ter pedido o afastamento dos secretários quando recebeu a denúncia anônima apontando superfaturamento, Maggi disse que, além de encaminhar a denúncia à Auditoria Geral do Estado (AGE), determinou que os secretários se empenhassem em buscar junto às empresas que forneceram os equipamentos a devolução de valores pagos a mais. Conforme o MPE, a suposta fraude ocorreu na indexação indevida de juros e não-aplicação do desconto de ICMS nas aquisições.