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Sexta-feira, 22 de Junho de 2007, 20h:01

Maggi diz que não há impedimento à nomeação

JULIANA SCARDUA
Da Reportagem
O governador Blairo Maggi (PR) declara que a nomeação de Luiz Antônio Pagot à presidência do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes está condicionada apenas ao fim da apuração de denúncias de decoro parlamentar contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Para o governador, passado o “turbilhão político” no Congresso Nacional, a posse de Pagot é líquida e certa. “É preciso esperar um pouco pela passagem do furacão no Congresso. Temos que esperar um melhor ambiente”, afirma Maggi, ao defender que não há qualquer impedimento para que Pagot finalmente conquiste a presidência de um dos órgãos mais cobiçados no organograma federal. Maggi encarou a investida coordenada pelo ex-senador e presidente do PSDB em Mato Grosso, Antero Paes de Barros, no Congresso em impedir a posse de Pagot como algo natural, mas não forte o suficiente para interromper o processo. “Existe sim uma ação política do PSDB, mas não é nada que não possamos superar”, avalia o governador. Segundo ele, o voto de confiança à nomeação do ‘homem-forte’ do governo Maggi no cargo federal foi respaldada pelo senador Marconi Perillo (PSDB) em conversa mantida ontem, em Brasília. Perillo é o presidente da Comissão de Infra-estrutura do Senado, responsável pela realização da sabatina de Pagot, um dos passos no processo de nomeação. Maggi sustenta que a nomeação também é dada como certa pelo senador Sérgio Guerra (PSDB), substituído da função de relator do processo de Pagot, e pelos senadores mato-grossenses Jaime Campos (DEM), Jonas Pinheiro (DEM) e Serys Slhessarenko (PT). Maggi fez questão de frisar a jornalistas que independe dos percalços enfrentados na empreitada da nomeação de Pagot, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também mantém apoio incondicional ao nome do representante de Mato Grosso. A série de conversas mantidas com parlamentares ganhou destaque na agenda de compromissos mantida por Maggi em Brasília esta semana. O governador vinha sendo alvo de críticas até mesmo de membros do próprio Partido da República que cobravam uma intervenção mais efetiva de Maggi no sentido de articulações para respaldar o projeto de Pagot no Dnit.

Edição EDIÇÃO 16961




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