Primeira Página
Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007, 19h:27
A
A
FIM DA CPMF
Maggi chateado com voto de Jonas e Jayme
Em Bali, na Indonésia, o governador Blairo Maggi se mostrou preocupado com o fim do imposto, que pode trazer prejuízos para Mato Grosso
O governador Blairo Maggi (PR) manifestou em Bali, na Indonésia, onde participa da 13ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-13), preocupação com derrubada da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), pelo Senado Federal, na madrugada de ontem. Foram 45 votos favoráveis e 34 contrários. O governo precisava de 49 votos para a aprovação. Maggi afirmou que a decisão vai causar mudanças na economia brasileira. Conforme ele, a perda do volume de R$ 40 bilhões de arrecadação ao ano tornará mais difícil a renegociação da dívida. O governador ficou chateado com a derrota governista. Lamento a decisão dos votos deles (Jayme e Jonas), pois o Estado perde muito, disse o chefe do Executivo. Ele se referiu aos votos contrários dos senadores Jayme Campos e Jonas Pinheiro, ambos do DEM. Compreendo a questão partidária, porém queria que a decisão fosse pelo Estado e não pelo partido, ressaltou o governador. Os dois parlamentares acompanharam a decisão da bancada democrata. Jayme lamentou a falta de diálogo por parte do governo. Os senadores deveriam salientar que foram eleitos como representantes do Estado e não do partido. Me chateio porque ambos queriam votar pela CPMF e deixaram se levar por interesse do líder do partido, sustentou Maggi. Na semana passada, em audiência com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o governador recebeu o sinal verde para a renegociação da dívida do Estado, por meio de um aval da Secretaria do Tesouro Nacional. A dívida pública de Mato Grosso é de R$ 5,049 bilhões. Por ano, o governo do Estado paga R$ 650 milhões. A idéia de cessão do montante junto à União à iniciativa privada tem como meta a rolagem da amortização do passivo de 2027 para 2047. A condicionante imposta pelo Estado seria a adoção de taxa de juros igual ou menor que a atual, mantida com o governo, que se resume a 6,5% ao ano acrescida do IGPM (Índice Geral de Preços de Mercado) como indexador-padrão. Nessa soma, a taxa média chega a 10,5% ao ano. Perguntado se houve um acordo com o governo federal para os senadores de Mato Grosso votarem favoravelmente à CPMF em troca da renegociação da dívida, Maggi pontuou que não. Ele alertou que pelo cenário econômico do País as coisas seriam mais fáceis, com a aprovação. Isso facilitaria muito a negociação, adiantou o governador, que retorna no próximo dia 17 para Cuiabá. Dos senadores mato-grossenses, apenas a senadora Serys Slhessarenko (PT) votou favorável à prorrogação do imposto. Mesmo distante, Maggi acompanhou a votação da CPMF e manteve horas antes das votação contato com Jonas Pinheiro com quem mantinha a esperança de reverter o quadro, ou seja, o senador ficar liberado para a votação pelo partido.