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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009, 21h:52

CONJUNTURA ESTADUAL

Maggi acha natural candidatura de Jayme

Governador admite que pode apoiar um nome fora do Partido da República para a sua sucessão em 2010, mas acha cedo discutir o assunto

RAFAEL COSTA
Especial para o Diário
O governador Blairo Maggi (PR) defendeu ontem a unidade da base aliada nas eleições de 2010 com o argumento de que um nome de consenso pode dar continuidade aos compromissos elaborados desde seu primeiro mandato. “A prioridade é consolidar o que já foi feito e viabilizar outros projetos. Queremos avançar ainda mais e cumprir as metas do MT+20”, disse, numa referência ao seu programa de governo elaborado em 2002. Maggi ainda avaliou de forma positiva a última reunião do PR que discutiu as estratégias políticas do partido para o futuro e ainda pôs fim às especulações de que o presidente do diretório estadual Moisés Sachetti deixaria o cargo. “Discutimos o futuro do partido e estamos decididos a abrir conversa com os partidos da base aliada para definir o candidato. O PR está aberto ao diálogo”, ressaltou. O chefe do Executivo mais uma vez não descartou a possibilidade de apoiar um candidato fora de seu partido. “A base reúne bons nomes, não temos nenhum colocado. Queremos trabalhar com uma coligação e pode ser que o candidato não seja do PR”. Quanto às declarações do deputado estadual Percival Muniz (PPS) de que pretende se articular para a construção de uma ampla aliança para beneficiar a candidatura do senador Jayme Campos (DEM), já que entende que o parlamentar federal é o melhor nome para a disputa ao governo do Estado, Maggi diz ser natural no processo político. “Todos os partidos têm autonomia e desejo de lançar candidaturas apesar de ser cedo para abrir negociações. A questão está zerada no PR o que não significa que temos bons nomes”, disse. As informações do governador foram prestadas após confirmar novos investimentos para Mato Grosso, no valor de R$ 60 milhões, pelo Grupo Renosa. O vice-governador Silval Barbosa (PMDB) e o deputado federal Carlos Abicalil (PT) são os principais nomes da base aliada que tem a simpatia do governador Blairo Maggi. Abicalil, até o momento, não admite a candidatura. Silval prefere a cautela. No entanto, o PMDB trabalha o vice-governador como o principal nome do partido. O PR, após o declínio do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, está sem nome definido. Já o senador Jayme Campos, um dos nomes da base do governo, tem feitos sérias críticas contra a falta de diálogo por parte do partido de Maggi.

Edição EDIÇÃO 16960




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