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Terça-feira, 30 de Setembro de 2014, 22h:12

OFENSIVA

Lúdio pede cassação de Taques

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
A coligação encabeçada pelo ex-vereador Lúdio Cabral (PT) oficializou o pedido de cassação do registro de candidatura do senador Pedro Taques (PTD) junto ao Tribunal Regional Eleitora (TRE) nesta terça-feira (30). O pedetista é acusado de abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio. A representação criminal foi embasada em três fatos diferentes. Além do pedetista, a denúncia também atinge o seu candidato a vice Carlos Fávaro (PP), a candidata a deputada estadual Adriana Vandoni (PDT) e o empresário Aldo Locatelli. O documento também foi protocolado no Ministério Público Federal (MPF). Isto porque, segundo o advogado responsável pelo jurídico do candidato petista, José Renato de Oliveira, os fatos configuram corrupção eleitoral. O primeiro fato diz respeito ao evento denominado “quarta pobre”, realizado no posto de combustível de propriedade do empresário Aldo Locatelli, no Distrito Industrial. O grupo do petista sustenta que no local funcionava um comitê clandestino de Taques, o que é proibido por se tratar de bem de uso comum. No último dia 18, o TRE esteve no local realizando a apreensão de adesivos e materiais de campanha da coligação de Taques, em desacordo com a legislação eleitoral. A diligência foi acompanhada pelo grupo do candidato petista. A coligação de Lúdio alega que foi flagrada a distribuição de comida, bebida, combustível, adesivos, placas e banners para os presentes no pátio do posto. Eles dizem ainda que testemunhas confirmaram que era comum nas noites de quartas-feiras este tipo de evento para distribuição de bebidas e comida, o que convencionou-se chamar entre os funcionários de “quarta-feira pobre”. “Naquela oportunidade, tínhamos apenas um fato. Hoje, esta ação está englobando mais duas situações de gravidade igual e até maior. Uma delas é outro evento com o fornecimento de bebidas e comida em uma fazenda com centenas de funcionários, em que o candidato da coligação adversária chegou até a fazer um discurso”, frisa o jurista. Conforme a denúncia, a referida fazenda é de propriedade do empresário Elizeu Maggi Sheffer e fica localizada no município de União do Sul. “Nesta ação estamos juntando fotos, imagens e áudios dos discursos. As imagens mostram dezenas de veículos estacionados, inclusive um ônibus escolar e policiais militares fazendo a segurança do evento. Ainda mostram um amplo churrasco com cerveja música e em seguida Taques sobe ao palanque e faz um acalorado discurso nitidamente eleitoreiro, criticando o atual governo”, detalha o advogado. O evento teria acontecido em maio deste ano, antes mesmo das convenções partidárias. José Roberto, entretanto, afirma que a “jurisprudência é pacífica no sentido de que as ações eleitorais só podem ser ingressadas no período eleitoral, mas abarcando e investigando fatos anteriores também”. O terceiro ponto é a utilização “descriminada e indevida” de uma emissora de televisão da Capital em favor da candidatura de Taques ao governo do Estado. De acordo com a representação, a TV Pantanal estaria com sua programação toda voltada para a promoção eleitoral do senador. “Nós temos a documentação desde a aquisição desta emissora, e estamos juntando cópia de quinze programas integrais desta emissora para demonstrar que ela é toda voltada para promoção eleitoral de um candidato, e a denegrir os adversários, o que é vedado tanto pela Constituição federal quanto pela lei eleitoral”, pontua. O advogado acredita que as provas apresentadas na inicial são o suficiente para condenar Taques. “As provas apresentadas nesta inicial já são pujantes, já são incontestes, porque são fotografias, depoimentos, gravações e discursos do próprio candidato. No caso da emissora, estamos trazendo as gravações e documentação da aquisição da emissora”, finaliza ressaltando que este procedimento só deve ter um desfecho após o período eleitoral.

Edição EDIÇÃO 16969




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