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Segunda-feira, 28 de Julho de 2014, 21h:12

RUMO AO PAIAGUÁS

Lúdio Cabral se vê beneficiado na disputa

Candidato petista acredita que sai na frente devido à recente ‘guerra’ protagonizada pelos também candidatos Pedro Taques e José Riva

THIAGO ANDRADE
Da Reportagem
Candidato ao comando do Palácio Paiaguás pela coligação “Amor à Nossa Gente” (PT, PMDB, PR, PROS e PCdoB), Lúdio Cabral (PT) se considera beneficiado pela “guerra” declarada entre seus principais adversários: o senador Pedro Taques (PDT) e o deputado estadual José Riva (PSD). O petista cita como vantagem os fatos de ter apenas cinco legendas em sua coligação e de estas siglas estarem unidas em todas as instâncias, o que possibilitou a formação de apenas uma coligação para a disputa aos cargos de deputado estadual e federal. Lúdio ainda afirma que pretende continuar trabalhando por uma campanha propositiva, fugindo das trocas de acusações e evitando o assédio a aliados de outras candidaturas. Ele considera a perda de alguns apoiadores na semana passada como um fato isolado, que deve ser tratado dentro de cada partido, não havendo necessidade de se levar o problema para o comitê formado pela coligação. Na avaliação do petista, sua campanha está bem estruturada, o que deve contribuir para que ele não passe por situação semelhante a que vem passando o senador Pedro Taques que, na última semana, viu várias das lideranças que o apoiavam trocá-lo por Riva. Sobre este episódio, aliás, Lúdio avalia que o fato demonstra que Taques não tem habilidade para comandar a própria coligação. Além disso, para ele, falta diálogo e há muita arrogância, o que teria gerado os conflitos. “Eles nem têm mais candidato ao Senado”, lembra o petista, em referência ao anúncio de desistência feito pelo senador Jayme Campos (DEM), que até o início da semana passada busca a reeleição. Quanto à postura do deputado estadual José Riva de assediar lideranças de outras legendas, Lúdio avalia que isso se deve porque durante a pré-campanha o social-democrata não teve tempo hábil para montar um arco de partidos fortes em torno de sua candidatura. CAMPANHA – A organização da campanha petista, inclusive, é bem diferente da de seus principais adversários. Lúdio não tem, por exemplo, a figura de um coordenador-geral. Segundo ele, a coligação optou por uma coordenação colegiada entre os presidentes de todos os partidos que fazem parte do arco de alianças. Há, na verdade, um conselho político que define o rumo da campanha. O grupo é composto pelos presidentes das legendas e líderes dos partidos no Estado.

Edição EDIÇÃO 16968




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