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Quinta-feira, 11 de Julho de 2013, 22h:01

‘FANTASMAS’

Luciane pede que MPE apure denúncia contra seus filhos

LORENA BRUSCHI
Da Reportagem
A deputada estadual Luciane Bezerra (PSB) aproveitou a entrega de seu relatório paralelo sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MT Saúde ao Ministério Público do Estado (MPE) para pedir ao procurador-geral de justiça, Paulo Prado, que investigue a denúncia de que sua filha e seu enteado estariam empregados irregularmente na Secretaria de Saúde de Cuiabá. A acusação, no entanto, já havia chegado à Promotoria por meio do vereador pela Capital Ricardo Saad (PSDB). Foi ele quem trouxe o assunto à tona. Conforme o tucano, a estudante de Direito Bruna Azoia Bezerra, filha da deputada, e Anacleto Giraldelli Bezerra, enteado da socialista, estariam recebendo salários da Pasta sem cumprir a jornada de trabalho de oito horas. Ambos cursam faculdade no período da manhã, o que, para o vereador, impede o cumprimento do expediente. “Pedi para que o procurador dê agilidade à investigação. Estão usando esse fato para tirar o foco da CPI do MT Saúde e isso é ruim. Para desviar o foco, eles (Bruna e Anacleto) estão sendo crucificados”, disse Luciane. A parlamentar afirmou ainda querer prestar contas à sociedade com o resultado das investigações, caso seja encontrada alguma irregularidade. No entanto, se comprovada a inocência, a socialista adianta que vai cobrar uma retratação púbica. À época da denúncia, o secretário de Saúde da Capital, Kamil Fares, alegou que não houve descumprimento de carga horária, no caso de Bruna. Isso porque ela exerce cargo de confiança, o que, segundo ele, faz com que não tenha um expediente fixo, estando à disposição da prefeitura para trabalhar em horários diversos. CPI DO MT SAÚDE – A deputada ainda minimizou o fato de ter sugerido a prisão cautelar dos ex-secretários de Estado de Administração, César Zílio, e de Turismo, Yuri Bastos, no relatório que produziu. Segundo ela, o assunto só ganhou a repercussão que teve diante da postura dos demais membros da comissão sobre seu voto. “O próprio descontentamento dos deputados com o meu voto criou essa indisposição diante da mídia. Houve uma exposição maior do que deveria dos envolvidos”, avaliou. A socialista também negou ter acusado os ex-gestores. “Quando se fala em prender, querem me responsabilizar como se eu tivesse jogando o nome das pessoas na lama. Se o Ministério Público achar a denúncia pertinente, vai investigar. Foi o envolvimento de nomes de pessoas, mas que, na verdade, devem ser apenas indiciadas”. O documento entregue a Prado possui 1,3 mil páginas. Além da prisão cautelar, ele sugere a indisponibilidade dos bens dos suspeitos. Ao todo, 18 pessoas são apontadas como possíveis culpadas pelo rombo de R$ 25 milhões no MT Saúde.

Edição EDIÇÃO 16962




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