Parlamentar sugeriu à direção nacional da legenda interceder na questão do diretório regional que não aderir ao movimento de oposição
FERNANDO DUARTE
Especial para o Diário
A deputada estadual Luciane Bezerra (PSB) ameaça sair do partido caso a direção nacional não se posicione favorável à adesão do diretório regional ao bloco de oposição Movimento Mato Grosso Muito Mais. Ela acredita que, até o final desta semana, o PSB nacional irá tomar uma posição sobre a situação em Mato Grosso. Luciane afirma que o partido foi individualizado com a posição considerada unilateral do presidente do partido em Mato Grosso, deputado federal Valtenir Pereira. Quando eu disse não cuspir no prato de comer, quis me referir ao fato de não ser contrário à coligação que nos elegeu, explicou. Ela disse que todas as picuinhas, que surgiram durante a campanha para governo do Estado (que teve como candidato o empresário Mauro Mendes), já foram esquecidas pelos partidários, se referindo às discussões sobre o posicionamento do partido no pleito passado. A posição que ele (Valtenir) está tomando não é socialista, que é feita pela massa. Já me posicionei junto ao partido nacional sobre isso e também deixei claro que não queremos tirar a presidência dele, ele é o nosso representante, mas queremos mais espaço. Pereira havia afirmado que o partido pode tomar uma postura independente, não sendo oposição ou situação. Nós podemos ser independentes, mas também podemos fazer uma oposição inteligente. A deputada estadual destacou que algumas potenciais lideranças regionais e pessoas com interesse em se filiar à sigla também estão esperando um posicionamento do diretório nacional para se unir aos socialistas. O PSB integrou a coligação Mato Grosso Melhor pra Você, que depois da eleição tenta se fortalecer na base de oposição com o Movimento Mato Grosso Muito Mais, composto também por PPS, PDT e PV. Após a eleição, o movimento contou com adesão do PSDB, que também teve candidato adversário do governador Silval Barbosa (PMDB). Apesar da série de reuniões desencadeada pelo movimento após a eleição, o presidente do PSB não participou dos encontros e considera prematura a discussão da oposição para eleição municipal de 2012, como também para o pleito de 2014.