A representante dos locatários de imóveis da Avenida da Prainha, Dilma Gaião, protestou ontem na Câmara de Cuiabá contra o descaso com que os diretores da Agecopa estão tratando os comerciantes da região. Segundo ela, 95% dos comerciantes alugam o imóvel. O clima de insegurança tomou conta dos comerciantes, devido à falta de informações. Eles vieram um dia, e nos falaram que logo teríamos que desapropriar o nosso estabelecimento. Mas depois disso, sumiram sem dizer como ficará a nossa situação. Dilma ainda explicou que o comércio está tendo prejuízo desde janeiro, já que os empresários deixaram de comprar os produtos, por falta de informação sobre a data que eles teriam que deixar os imóveis. Outro assunto que preocupa é quanto ao novo ponto para onde os locatários terão que levar o seu comércio. Segundo Dilma, os preços dos imóveis em Cuiabá supervalorizaram, com a chegada da Copa do Mundo, e estaria inviável de alugar em outros pontos. Queremos ajuda. Os diretores da Agecopa nos dizem que teremos direito a indenização, mas não nos deixa questionar os valores. Como se não bastasse, o Djalma Mendes (secretário extraordinário de Apoio Institucional às Ações da Agecopa e PAC) apenas nos passou o seguinte recado: se resolver entrar na justiça para reclamar as indenizações, poderá demorar até quatro anos, afirmou ela. Em entrevista ao Diário no dia 6 de fevereiro, Mendes disse que em um prazo de 120 dias as desapropriações deverão começar a ocorrer. Mas só receberão indenização os proprietários dos imóveis, enquanto os locatários, os casos seriam analisados um a um.