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Quinta-feira, 08 de Novembro de 2007, 18h:49

LOA deve enfrentar resistências

O sonoro alerta às comissões da Câmara Municipal faz frente ao cenário de uma votação tumultuada da LOA 2008 na Capital, marcada pela polêmica imposta pela crise no relacionamento entre Executivo e Legislativo. O novo orçamento promete ser a primeira “prova de fogo” à atuação do bloco independente criado na Casa, composto por cinco vereadores do PTB, PP e PR. O bloco oficializado na semana passada acirra o clima de animosidade mantido por ala de vereadores com o prefeito Wilson Santos. Um dos integrantes do grupo é Júlio Pinheiro (PTB), que até o final de outubro ocupava a presidência da Agência de Habitação da Capital. Embora o líder da base governista na Câmara, Edivá Alves (PSDB), sustentasse tranqüilidade no discurso oficial ontem, o clima de “guerra iminente” na tramitação da LOA ventila nos bastidores da Casa. Porém, o governista observa que até agora nenhuma matéria cedeu palco para a confrontação entre a base de sustentação e o bloco independente, o que realmente deverá ocorrer com a LOA. Ele acredita que apenas um rol pequeno de mensagens do Executivo, talvez de cinco projetos, deverá ser enviado ao Legislativo até lá. O líder procura negar qualquer mal-estar com a implantação do bloco, que caminhará paralelo à oposição formada pelos vereadores Lúdio Cabral (PT), Enelinda Scala (PT) e Luiz Poção (PP). Na semana passada, chegou a ser propalado que a renúncia de Edivá do posto de líder estava prestes a acontecer, fruto da crise nas relações entre os dois Poderes e críticas ferrenhas tendo como cerne o projeto do passe-livre no transporte público de Cuiabá. “Quanto a isso estou tranqüilo. Só não gostei do motivo alegado por membros do bloco de que era preciso mais acesso direto ao prefeito e não mais sob a liderança de Edivá. Não sou líder para intermediar conversas, mas sim para a tramitação de matérias”, alfineta Edivá Alves. (JS)

Edição EDIÇÃO 16968




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