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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009, 23h:22
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Legislativo requer cópias de inquérito sobre Pacenas
JULIANA SCARDUA
Da Reportagem
A Câmara de Cuiabá requereu à Polícia Federal (PF) o fornecimento de cópias do inquérito da operação Pacenas para analisar provas e detalhes das acusações de fraudes nas licitações de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Capital. O requerimento, já aprovado no Legislativo, é de autoria do vereador Ivan Evangelista (PPS). Conforme nota enviada pela assessoria do parlamentar, o objetivo é objetivo da solicitação é reunir informações mais contundentes sobre as denúncias, para que, a partir da análise, a Câmara possa se posicionar melhor a respeito. No documento, o vereador também pede à PF que entregue cópias das conversas telefônicas interceptadas com autorização judicial. O teor das escutas baseou os mandados de prisão preventiva de 11 acusados de envolvimento no esquema investigado pela PF. Ao justificar o pedido de cópias do inquérito, o vereador argumenta que as informações que vieram a público até agora são superficiais. As informações que ainda temos são evasivas. Vamos aguardar as respostas detalhadas para que aí, nós vereadores, possamos cobrar ações efetivas da prefeitura diante destas possíveis irregularidades, que acabaram prejudicando, principalmente, os moradores dos bairros que seriam beneficiados com estas obras, posiciona. Curiosamente, Evangelista foi um dos vereadores que não assinaram o pedido de abertura da CPI do PAC na Câmara. Ele chegou a anunciar à imprensa, no começo de setembro, que daria sua rubrica no requerimento articulado pelo vereador Lúdio Cabral (PT), o que não aconteceu. Sem o mínimo regimental necessário em assinaturas um terço dos parlamentares, ou seja, sete vereadores - as articulações do petista naufragaram no Legislativo cuiabano, ao menos temporariamente. A operação Pacenas foi deflagrada no dia 10 de agosto, com as prisões dos empresários Anildo Lima Barros, Marcelo Avalone, Carlos Avalone, Jorge Pires de Miranda, Luiz Carlos Richter Fernandes e José Alexandre Schutze, do então procurador-geral de Cuiabá, José Antônio Rosa, e dos servidores Ana Virgínia de Carvalho, Milton Nascimento Pereira, Jaqueline Favetti e Adilson Moreira da Silva, membros das comissões de licitação de Cuiabá e Várzea Grande. As investigações apontam que o esquema se baseava numa trama de certames de cartas marcadas e negociações espúrias entre construtoras e pessoas ligadas às prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande. Conforme o Diário publicou com exclusividade esta semana, em meio a computadores periciados, a polícia encontrou um e-mail contendo um verdadeiro manual de como fraudar as licitações. As orientações eram trocadas entre indiciados.