Primeira Página
Sexta-feira, 20 de Junho de 2014, 19h:46
A
A
OPOSIÇÃO
Legendas ainda disputam vaga de vice
PSDB defende que todas as alas que compõem bloco sejam beneficiadas com espaço na majoritária. PSB, no entanto, quer direito ao posto
THAISA PIMPÃO
Da Reportagem
Presidente do diretório regional do PSDB em Mato Grosso, o deputado federal Nilson Leitão acusa o PSB, do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, de desvirtuar o projeto do grupo oposicionista rumo à eleição em virtude da disputa pela vaga de candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo senador Pedro Taques (PDT). As rusgas entre os partidos tiveram início após o chefe do Executivo municipal manifestar interesse que um socialista seja o indicado ao cargo. Entre os nomes cotados está o da deputada estadual Luciane Bezerra (PSB). Para Leitão, a articulação desrespeita o acordo firmado desde o início dos diálogos. Ele pontua que a oposição era composta, inicialmente, pelo movimento Mato Grosso Muito Mais (PDT, PSB, PPS e PV) e que a ala do PDSB, DEM, PTB e Solidariedade firmou o compromisso da aliança em seguida. Por esse motivo, na opinião do tucano, seria injusto que apenas uma das vertentes tivesse prioridade na hora de sugerir nomes à majoritária. Eles já têm o cargo de governador, que é o mais importante. Sabemos que os cargos são encaminhados de forma conjunta, mas cada um precisa se sentir contemplado pelo que se propôs desde o início, e a proposta inicial era juntar os grupos que estavam separados em 2010, argumenta o parlamentar. Em meio ao impasse pela definição da cadeira ainda vazia na chapa majoritária, no entanto, o projeto do senador Jayme Campos (DEM) de tentar a reeleição está mantido. Desse modo, conforme a análise do próprio Leitão, ambas as alas estão contempladas. O cenário atual beneficia ainda uma terceira vertente do bloco de oposição, que é a do agronegócio, representado pelo PP. Tínhamos o Eraí Maggi e agora temos o Carlos Fávaro, ambos coincidentemente do PP. Acho que o nome do Fávaro é o mais próximo de ser o escolhido. Nesse momento, escolher outra alternativa é temerário, sustenta o tucano em referência à vaga de candidato a vice-governador. Esta é a segunda vez que a briga por cargos na chapa oposicionista demonstra fragilidade do grupo. Decidido a concorrer novamente ao Senado, Jayme Campos quase deixou de apoiar Taques por se sentir preterido. Isso porque o senador pedetista, mesmo após firmar aliança com o DEM, mantinha contato com o PR para uma possível coligação. Os republicanos, por sua vez, não abriam mão da candidatura do deputado Wellington Fagundes ao Senado. Diante da situação, o democrata chegou a ensaiar uma terceira via para disputar o pleito. Várias reuniões são realizadas pela oposição para bater o martelo pelo nome do candidato a vice-governador. A corrida pela definição se deve ao curto prazo ainda restante. Segundo o calendário eleitoral, as convenções partidárias podem ser feitas somente até o próximo dia 30 em todo o país, mas o grupo já definiu o próximo dia 27 como a data em que tomará uma decisão sobre a formação da chapa. O prazo para registro das candidaturas é 5 de julho.