O deputado estadual Percival Muniz (PPS) disse ontem que Agecopa foi criada para ser uma reserva de mercado para pessoas sem mandato. Deputado de oposição, Percival aproveitou a extinção da Agecopa e a criação da Secopa para fazer um discurso crítico ao governo. Está morrendo hoje o que não deveria ter nascido, disse o deputado. Criada em 2009, no governo do hoje senador Blairo Maggi (PR) ontem a Agecopa foi extinta pela Assembleia Legislativa, faltando apenas a sanção do governador Silval Barbosa (PMDB). A Agência nasceu com um modelo de gestão colegiada, com seis diretores e um diretor-presidente. Praticamente todos os nomeados na época eram políticos sem mandato. A exceção é o diretor de Finanças, Jefferson Castro, que nunca ocupou cargo eletivo, mas chegou à Agecopa por indicação do ex-diretor do Dnit Luiz Antônio Pagot e do hoje senador Blairo Maggi (PR). Líder do governo na Assembleia, deputado Romoaldo Júnior (PMDB) não deixou Percival se sobressair sozinho e lembrou que o progressista votou pela criação da Agecopa junto com os outros deputados. Consultei os autos dessa casa e o senhor votou a favor, disse Romoaldo ironicamente para o colega. Ontem Percival também votou a favor da criação da Secopa, mas fez questão de deixar registrado nos autos da sessão que fez observações e ressalvas à Secopa, mas que ela tem um modelo de concepção diferente, pois o próprio governador deve acompanhar todos os trabalhos de perto. A Agecopa só deixou legado de corrupção, incompetência, briga, morosidade e empreguismo, disse Percival. A Agecopa estava funcionando com 220 servidores, entre comissionados, contratados e efetivos cedidos de outras secretarias. Percival ainda fez uma observação de que estão supervalorizando a Copa em Cuiabá como se ela fosse resolver todos os problemas da população. Este evento é um factóide. Está todo mundo esperançoso, até quem tem salão de beleza está ampliando porque vem a Copa. Depois da Copa Mato Grosso vai sofrer uma ressaca e eu quero ver se teremos dinheiro para pagar a parcela das dívidas que estão sendo feitas, questionou o deputado. (ARF)