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Quinta-feira, 12 de Abril de 2012, 22h:51

‘GARFO DE CHURRASCO’

Júlio Pinheiro não será investigado

Parlamentares entenderam que não houve quebra de decoro parlamentar, pois a esposa do presidente da Câmara não registrou queixa

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Os vereadores por Cuiabá, com exceção do petista Lúdio Cabral, rejeitaram durante a sessão de ontem (12) os dois pedidos de abertura de investigação contra o presidente da Câmara, vereador Júlio Pinheiro (PTB), por conta do episódio envolvendo o parlamentar e sua esposa, Gisely Carolina Lacerda, na madrugada de sexta-feira Santa. Para os parlamentares, o ocorrido não pode resultar em cassação do mandado por quebra de decoro parlamentar, pois não possuem elementos suficientes nem mesmo para instaurar processos investigatórios, já que Gisely optou por não representar contra o parlamentar. As representações foram protocoladas no Legislativo pelo Partido Nacionalista Democrático (PND) e pela União Brasileira de Mulheres (UBM), na manhã de quarta-feira (11). O petebista foi acusado de ter chegado em sua casa alterado, ameaçando a esposa com um garfo de churrasco, pois ela não queria deixá-lo entrar. O parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), solicitado pelo próprio Júlio, que analisou notícias veiculadas na imprensa sobre o caso, o boletim da ocorrência e o boletim de arquivamento do inquérito policial também foram levados em consideração. O parecer foi favorável ao presidente do Legislativo. “Não houve sequer a instalação de inquérito policial e a própria esposa não representou contra ele. A Câmara não tem elementos para retirar o mandado do vereador nem elementos legais para instaurar processos de pedido de inquérito contra Pinheiro”, afirmou o presidente da CCJ, vereador Marcus Fabrício (PTB). Além disso, a esposa de Júlio, com intuito de ‘abafar’ o caso, protocolou ontem (12) na Câmara uma carta negando que tenha sido agredida por seu marido. Segundo ela, o ocorrido não passa de um desentendimento pessoal, ‘coisa de marido e mulher’ que tomou proporções maiores que o esperado. Desta forma, grande parte dos vereadores saiu em defesa do presidente, e alguns chegaram até a se pronunciar na tribuna. O social-democrata Toninho de Souza, por exemplo, aproveitou a ocasião para criticar a presidente da UBM, Janete Carvalho. “A Janete ligou para todos os gabinetes da Casa, hoje de manhã, em uma tentativa de pressionar os vereadores para que aprovassem seu requerimento, pois, caso contrário, teriam seus rostos estampados pela cidade”.

Edição EDIÇÃO 16961




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