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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

Primeira Página
Quinta-feira, 13 de Setembro de 2012, 22h:08

INDENIZATÓRIA

Júlio Pinheiro ameaça descontar verba

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Como forma de retaliação, o presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Júlio Pinheiro (PTB), irá descontar da verba indenizatória a ausência dos parlamentares durante as sessões plenárias. A medida se deve a dificuldade que o petebista esta tendo em aprovar uma mensagem do Executivo que prevê a compra de uma área destinada a construção da nova sede do Procon. “Faz cinco sessões que estou tentando votar o projeto para autorizar a compra de uma área para a sede do novo Procon e não consigo porque só tenho 11 votos. Os vereadores recebem por serviço prestado, então, nada mais justo que cortar a verba indenizatória deles se estão deixando de prestar o serviço. Mexer no bolso vai fazer com que eles participem das sessões, porque dinheiro é bom e todo mundo gosta”, declarou. Atualmente, cada vereador recebe R$ 15 mil de verba indenizatória. Desta forma, cada falta representará um “prejuízo” de R$ 1,8 mil no bolso do vereador. Como os vereadores Edivá Alves (PSD) e Clovito Hugueney (PTB) estão afastados por conta de problemas de saúde, assim são necessários dois terços dos votos, ou seja, o aval de 12 parlamentares para aprovar qualquer mensagem. Além das ausências, não são todos os vereadores que são favoráveis ao projeto. “Três vereadores que amam Cuiabá estão obstruindo a aprovação. Eles não querem que a população tenha um novo Procon”, ironiza Júlio Pinheiro. Os parlamentares em questão são: Lúdio Cabral (PT) – candidato a prefeito de Cuiabá -, Domingos Sávio (PMDB) e Toninho de Souza (PSD), candidatos a reeleição. Eles alegam que o prédio possui um débito de aproximadamente R$ 180 mil referente a aluguel atrasado e, primeiramente, teria que quitar essa dívida para depois pensar em fazer uma aquisição. De acordo com o vereador peemedebista, não há motivos para realizar aquisição de novas áreas, já que recentemente aprovaram a alienação de três terrenos de propriedade do município, para garantir a conclusão do programa Poeira Zero. Júlio, por sua vez, garante que esses atrasos já foram sanados e ainda acrescenta que, para a aquisição do novo terreno, a prefeitura receberá um auxílio de cerca de R$ 900 mil do governo federal. Apesar disso, a área a ser comprada sequer foi escolhida pelo Executivo municipal.

Edição EDIÇÃO 16961




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