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Sexta-feira, 02 de Setembro de 2011, 21h:23
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AVALIAÇÃO
Júlio e Valtenir criticam os secretários de Silval
HUMBERTO FREDERICO
Da Reportagem
Os deputados federais Júlio Campos (DEM) e Valtenir Pereira (PSB) criticaram ontem o secretariado do governador Silval Barbosa (PMDB). Para o democrata, por exemplo, Silval deveria rever o secretariado, que, segundo ele, não toma medidas por conta própria, travando, assim, os avanços do Estado. Eu acho que o governador deve rever este secretariado. Ninguém toma uma decisão, todos ficam consultando demais o governado. O que está faltando é competência por parte dos secretários, e o que acontece é que vemos um governo patinando até agora, disse Júlio. Valtenir Pereira foi outro que criticou a atuação do governador. Segundo ele, Silval vem se preocupando demais com as obras da Copa do Mundo e se esquecendo de outros setores. Como exemplo, ele citou a dúvida entre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e Bus Rapid Transit (BRT), que, segundo o deputado, vem ocupando muito o tempo do governador. Os parlamentares disseram também que o peemedebista não tem procurado a bancada federal. Segundo eles, todos os parlamentares vêm se colocando a disposição do peemedebista, que não vem retribuindo da mesma forma. As críticas ao governador têm sido constantes, tendo ele sido obrigado a se reunir esta semana com os deputados estaduais, depois de várias críticas vindas do parlamento estadual. A reunião durou quatro horas e as ausências do presidente e do primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputados José Riva (PP) e Sérgio Ricardo (PR), foram sentidas. Esta semana Silval admitiu que poderá fazer mudanças no secretariado. Na semana passada o secretário de Meio Ambiente Alexsander Maia pediu exoneração e alegou pressão política. O peemedebista negou que este tenha sido o motivo, e afirmou que não vai aceitar este tipo de pressão por parte dos parlamentares. Silval vem dizendo que os secretários que não atenderem às questões da política de governo podem ser substituídos, e que o relacionamento dele com a Assembleia não mudou, pois, segundo ele, os parlamentares têm feito o papel de fiscalizar o governo.