O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Júlio Pinheiro (PTB), disse estar tranquilo quanto à ação do diretório regional do PPS para requerer a sua vaga no Legislativo. O petebista assumiu a vaga na Casa após a cassação do vereador Ivan Evangelista (PPS), acusado de compra de votos. A cadeira de Júlio está ameaçada após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de abrir precedência, por meio de liminar, ao assegurar ao primeiro suplente do partido ficar com a vaga ao invés do suplente pela coligação. Questionado sobre a possibilidade de o vereador Clovito Hugueney, companheiro de partido, renunciar ao cargo para que Júlio permaneça na Câmara, o presidente da Casa negou que tenha tido conversas com o colega neste sentido. Nunca conversei com ele sobre isso, porque não estou preocupado. O Clovito é um excelente vereador, passa por problemas de saúde e não deixa de vir aqui sequer um dia. Isso aqui é a vida dele, eu não teria coragem de tirá-lo, afirmou. Quando surgiu a possibilidade do petebista perder a vaga na Casa, o próprio Clovito declarou à imprensa que renunciaria para que Júlio assumisse o seu lugar. Júlio também declarou que o fato da sigla de Evangelista não conseguir eleger um vereador sem a coligação dará respaldo jurídico a ele para não perder a vaga. Sem coligação com a gente (PTB), o PPS não elegeria nenhum vereador. Quem julgar este processo vai analisar esta situação. O fato do Tribunal de Justiça ter entendido que com a licença da deputada estadual Teté Bezerra (PMDB) a vaga seria do 1º suplente do partido, Adalto de Freitas, e não da coligação, fez com que o diretório do PPS requeresse a vaga de Júlio para a sigla. Caso o petebista perca a vaga na Câmara Municipal, quem assume é o suplente pelo PPS, Claudemir Persona.