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Terça-feira, 18 de Novembro de 2014, 21h:32

2016

Júlio diz que irmão não disputa

THIAGO ANDRADE
Da Reportagem
O deputado federal Júlio Campos (DEM) não acredita que seu irmão, o senador Jayme Campos (DEM), será candidato a prefeito de Várzea Grande em 2016. O democrata desistiu de concorrer à reeleição ao Senado, e seu grupo político acredita que ele será novamente candidato ao comando do Executivo da Cidade Industrial. Para ele, chegou a hora de colocar alguém de seu grupo, mas que represente novidade para a cidade. “Eu acho que Jayme já passou, está cansado. Vamos pôr sangue novo”, diz. Cita como nomes de possíveis candidatos ao comando do Executivo o vereador e deputado estadual eleito, Pery Taborelli (PV); o também eleito Eduardo Botelho (PSB); e o suplente de deputado Jajá Neves (PDT), seu afilhado político; além dos empresários Juliano Bortolotto (PDT) e David Pintor, que recentemente assumiu o comando da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da cidade. Destaca que o assunto ainda não foi fechado na legenda democrata. “Esse assunto não chegou em nível de partido. Ele [Jayme] diz que não tem interesse. Um processo político pode mudar o quadro de Várzea Grande ainda neste mês de dezembro, que é a ação de impugnação de mandato que está em fase final, em que pode assumir a segunda colocada que é a dona Lucimar [Campos] (DEM)”, lembra. A família Campos disputa as eleições há 100 anos e tem representantes na política mato-grossense desde 1946, após o fim da era Getúlio Vargas e a redemocratização do país. Tanto Júlio quanto Jayme terminam o mandato em janeiro do próximo ano e o Júlio Neto (DEM), filho do deputado federal e escolhido para ser o herdeiro político da família, foi candidato a deputado estadual. Mas amargou a derrota nas urnas. “Agora cada um cuida de si, ‘em tempos de murici, cada um cuida de si’. É uma fase natural da política”, avalia. OPERAÇÃO DO GAECO – Para o deputado, a operação Camaleão, deflagrada nesta terça-feira (18) pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) é fruto da falta de gestão existente na cidade. “Se eu fosse o prefeito de Várzea Grande, em 90 dias eu colocava a casa em ordem, é só querer organizar. Está faltando gestão e eu já falei isso com o prefeito”, diz o parlamentar. Destaca que a gestão de Walace já sofre com a baixa avaliação de sua gestão à frente do Paço Municipal Couto Magalhães. “Se você olhar as pesquisas de opinião pública lá, infelizmente o desgaste é muito grande, a avaliação da gestão é muito ruim”, destaca. O democrata afirma que a situação da Cidade Industrial está crítica. “Do jeito que está também, é impossível continuar lá [Várzea Grande]”, diz. Após deixar a vida pública o deputado afirma que vai cuidar apenas dos negócios da família, entre eles a TV Brasil Oeste, canal 8, que é de sua propriedade. Destaca que o mesmo deve acontecer com o seu filho.

Edição EDIÇÃO 16968




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