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Terça-feira, 28 de Julho de 2009, 20h:59
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ALUGUEL DE CARRO
Juiz rejeita denúncia contra Prado
ALEXANDRE APRÁ
Da Reportagem
O juiz Roberto Teixeira Seror, da Vara Especializada de Ação Civil Pública e Ação Popular, rejeitou pedido de abertura de ação de improbidade administrativa movido pelo promotor Mauro Zaque contra o ex-procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Paulo Prado. Na denúncia, Zaque sustentava que um ex-assessor do procurador teve o aluguel de um carro pago pela Construtora IP, uma das empreiteiras que trabalham na construção da nova sede das promotorias de Cuiabá, obra iniciada na gestão de Prado à frente do Ministério Público. Para o magistrado, não houve indícios ou provas suficientes para assegurar que o aluguel do carro foi contratado pela Procuradoria Geral. Não há qualquer prova satisfatória nos autos, motivo pelo qual não pode o Poder Judiciário autorizar a abertura de medida extrema que é a ação civil de improbidade por simples ilações subjetivas, destaca o juiz em seu despacho. Segundo o advogado Sebastião Monteiro, que defende Paulo Prado, a ação movida por Zaque não apresentou provas suficientes que confirmassem que o ex-assessor do procurador usou o veículo locado para fins particulares. Além disso, o advogado destacou que não houve nenhum vínculo do aluguel do veículo com a Procuradoria de Justiça. Na tese da defesa, aceita pelo juiz, o aluguel do veículo Fiat Siena foi feito pelo grupo de empreiteiras que trabalham na construção da nova sede das promotorias. O veículo não foi locado pela Procuradoria Geral de Justiça. Foi locado por esse grupo de empresas que acompanha a execução das obras. Então, não há como querer responsabilizar a pessoa do procurador-geral nesse caso, comentou o advogado. A ação de Mauro Zaque apresentou como acusados, além de Prado, Paulo Roberto Müller, ex-assessor do procurador, e o empresário Itamar Jesus Pimenta, dono da Construtora IP. Além de ressarcimento de valores, Zaque havia pedido perda dos direitos políticos e multa. A partir de agora, a denúncia contra Prado está oficialmente arquivada. No entanto, caso julgue necessário, o promotor Mauro Zaque poderá recorrer da decisão do magistrado.