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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011, 21h:01

‘ESCÂNDALO DO MAQUINÁRIO’

Juiz nega pedido de bloqueio de bens

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
O juiz Gilberto Giraldelli, da 1ª Vara Especializada de Fazenda Pública e Probidade Administrativa, negou o pedido de Ministério Público Estadual (MPE) para bloqueio de bens dos ex-secretários de governo de Infraestrutura e administração, Vilceu Marchetti e Geraldo de Vitto, além de quatro empresas suspeitas de superfaturamento na compra de caminhões pelo o governo no programa “MT 100% Equipado”. Nesta semana o desembargador Mariano Travassos já havia negado o mesmo pedido do Ministério Público. O juiz Giraldelli teve o mesmo entendimento do desembargador, de que “faltam elementos que justifiquem neste momento situação de perigo, como a tentativa de ocultar ou esconder bens”. Na Justiça estadual correm dois processos sobre o “escândalo do maquinário”. O promotor Mauro Zaque propôs duas ações civis públicas, uma para julgar a suspeita de superfaturamento no processo licitatório para compra de caminhões e a outra ação popular para a licitação de máquinas e insumos. O advogado de uma empresa, a Auto Sueco, João Celestino Corrêa, uma das envolvidas no caso, ressalta que até o momento não foram apontadas provas do suposto desvio. Para ele, o pedido de indisponibilidade feito pelo Ministério Público é improcedente porque tenta inviabilizar a vida societária das empresas. “A empresa é uma multinacional e tem compromissos éticos em qualquer lugar do mundo. No Tribunal de Justiça, o juiz Bertolucci já negou pedido de bloqueio de bens, será que todo mundo está errado e o Ministério Público certo?”, indagou o advogado. O escândalo do maquinário estourou em março do ano passado, quando Blairo Maggi (PR) ainda estava no governo do Estado. A própria Auditoria Geral do Estado apontou um suposto desvio de R$ 44 milhões na compra de R$ 241 milhões pelo governo em caminhões e maquinários para serem distribuídos aos 141 municípios do Estado. O inquérito da Delegacia Fazendária foi concluído no final do ano passado com 12 pessoas indiciadas por formação de quadrilha, fraudes em licitação e corrupção passiva.

Edição EDIÇÃO 16961




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